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Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.
No primeiro parágrafo, as aspas foram empregadas em trechos que reproduzem discursos de outras pessoas, e não da autora do texto.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
Cada um dos itens a seguir, que apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, deve ser julgado certo se, ao mesmo tempo, a proposta estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errado, em caso contrário.
“Obviamente os membros da família (...) da agressão” (R. 9 a 11): Os integrantes da família apavoram-se, de fato, perante à possibilidade da agressão.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
Cada um dos itens a seguir, que apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, deve ser julgado certo se, ao mesmo tempo, a proposta estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errado, em caso contrário.
“O agressor (...) como tal” (R.29): O agressor senta-se no banco dos réus e como réu ele é considerado.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
Cada um dos itens a seguir, que apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, deve ser julgado certo se, ao mesmo tempo, a proposta estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errado, em caso contrário.
“Esses atos (...) membros da família” (R. 20 e 21): É capaz desses atos gerarem sentimento de insegurança nos membros da família.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
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1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
No que se refere às ideias apresentadas no texto, julgue os itens que se seguem.
Nos casos de violência doméstica, muito comumente, há o que se pode denominar inversão da culpa, ou seja, observam-se vítimas sendo tratadas pelos seus agressores como responsáveis pela violência que sofrem.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
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familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
No que se refere às ideias apresentadas no texto, julgue os itens que se seguem.
A palavra-chave referente à violência intrafamiliar omissiva é omissão, ao passo que a referente à violência intrafamiliar comissiva é ação.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
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1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
No que se refere às ideias apresentadas no texto, julgue os itens que se seguem.
Em se tratando de violência doméstica, o objetivo do processo judicial é a responsabilização do agressor, estando a prisão desse agressor relegada a último plano.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
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familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
No que se refere às ideias apresentadas no texto, julgue os itens que se seguem.
A busca da manutenção de relações de poder assimétricas motiva grande parte dos atos de violência doméstica.
C
Certo
E
Errado
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