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Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 O impacto das regras eleitorais sobre a estrutura da
representação política é bastante debatido na literatura. Desde
as chamadas Leis de Duverger, postuladas na década de 50 do
4 século passado, há grande discussão sobre os efeitos dos tipos
de sufrágio na conformação do sistema partidário e da
representação parlamentar. Em termos gerais, argumenta-se
7 que, devido aos efeitos mecânicos e psicológicos das normas
de competição eleitoral, as eleições majoritárias de turno único
induzem ao bipartidarismo, ao passo que as majoritárias de
10 dois turnos e as eleições proporcionais, em distritos de grande
magnitude, fomentam o multipartidarismo.
No caso do Congresso Nacional, ainda que as disputas
13 eleitorais para as duas Casas estejam sujeitas a incentivos
institucionais comuns — como a estrutura federativa do país e
as eleições presidenciais de dois turnos —, é possível esperar
16 que as distintas formas de representação adotadas para a
Câmara e o Senado tenham impacto sobre as respectivas
configurações partidárias, ou seja, resultem em diferentes
19 cenários políticos nos quais se deverão dar as negociações,
quer entre senadores e deputados, quer entre parlamentares e
o Poder Executivo.
22 Não se podem desconsiderar fatores extraeleitorais
que alteram a composição partidária das legislaturas e,
portanto, podem interferir na taxa de divergência. Como
25 exemplos, vale destacar a criação, o desaparecimento ou a
fusão de legendas e a migração partidária. Sem dúvida, parte
das diferenças intercamerais observadas se deve a ocorrências
28 dessa natureza, porém é plausível supor que a incongruência
nas eleições é um fator de destaque, talvez o mais decisivo,
para as diferenças partidárias observadas entre as Casas.

Paulo Magalhães Araújo. Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil: revisão de projetos presidenciais entre 1989 – 2010. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Mantêm-se a correção gramatical e a coerência do texto Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil ao se substituir
A
“plausível” (L.28) por incongruente
B
“conformação” (L.5) por constituição
C
“ao passo que” (L.9) por na medida que
D
“adotadas” (L.16) por adotada
E
“resultem” (L.18) por acarretem
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 O impacto das regras eleitorais sobre a estrutura da
representação política é bastante debatido na literatura. Desde
as chamadas Leis de Duverger, postuladas na década de 50 do
4 século passado, há grande discussão sobre os efeitos dos tipos
de sufrágio na conformação do sistema partidário e da
representação parlamentar. Em termos gerais, argumenta-se
7 que, devido aos efeitos mecânicos e psicológicos das normas
de competição eleitoral, as eleições majoritárias de turno único
induzem ao bipartidarismo, ao passo que as majoritárias de
10 dois turnos e as eleições proporcionais, em distritos de grande
magnitude, fomentam o multipartidarismo.
No caso do Congresso Nacional, ainda que as disputas
13 eleitorais para as duas Casas estejam sujeitas a incentivos
institucionais comuns — como a estrutura federativa do país e
as eleições presidenciais de dois turnos —, é possível esperar
16 que as distintas formas de representação adotadas para a
Câmara e o Senado tenham impacto sobre as respectivas
configurações partidárias, ou seja, resultem em diferentes
19 cenários políticos nos quais se deverão dar as negociações,
quer entre senadores e deputados, quer entre parlamentares e
o Poder Executivo.
22 Não se podem desconsiderar fatores extraeleitorais
que alteram a composição partidária das legislaturas e,
portanto, podem interferir na taxa de divergência. Como
25 exemplos, vale destacar a criação, o desaparecimento ou a
fusão de legendas e a migração partidária. Sem dúvida, parte
das diferenças intercamerais observadas se deve a ocorrências
28 dessa natureza, porém é plausível supor que a incongruência
nas eleições é um fator de destaque, talvez o mais decisivo,
para as diferenças partidárias observadas entre as Casas.
Paulo Magalhães Araújo. Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil: revisão de projetos presidenciais entre 1989 – 2010. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Em cada uma das opções a seguir é apresentada uma proposta de reescritura de trecho do texto Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil — indicada entre aspas. Assinale a opção em que a proposta de reescritura, além de estar gramaticalmente correta, preserva o sentido original do texto.
A
“Em termos gerais, (...) induzem ao bipartidarismo” (L. 6 a 9): Dado os efeitos mecânicos e psicológicos das normas de competição eleitoral, argumenta-se que as eleições majoritárias de turno único, em termos gerais, induzem ao bipartidarismo
B
“é possível (...) configurações partidárias” (L. 15 a 18): espera-se que as diferentes formas de representação adotadas para a Câmara e o Senado, tenham impacto em relação as respectivas configurações partidárias

 
C
“Não se podem (...) legislaturas” (L. 22 e 23): Não pode-se desconsiderar fatores extraeleitorais que alterem a composição partidária das legislaturas

 
D
“Sem dúvida, (...) dessa natureza” (L. 26 a 28): Parte das diferenças intercamerais observadas deve-se, indubitavelmente, a ocorrências de tal natureza

 
E
“O impacto (...) na literatura” (L. 1 e 2): Muito se debatem as regras eleitorais de impacto sobre a estrutura da representação política na literatura

 
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
 A responsabilidade das empresas no processo eleitoral

1 No Brasil, as discussões sobre reforma política têm
sido frequentes nos últimos anos. O debate engloba uma ampla
gama de projetos referentes a vários itens, como sistema
4 eleitoral e métodos de votação, sistema de governo,
obrigatoriedade do voto, legislação partidária, disciplina
partidária e trocas de legenda, coligações e financiamento
7 político, entre outros. O problema é que sob o termo
“reforma política” se abrigam muitas concepções diferentes a
respeito do modelo político mais adequado ao país — e,
10 consequentemente, a respeito do modelo mais apropriado de
financiamento dos partidos e das campanhas.
O financiamento público é uma das medidas mais
13 mencionadas quando se fala em reforma política no Brasil.
A partir da segunda metade do século XX, um grande número
de países passou a adotar esse tipo de financiamento. Segundo
16 o estudo Political Finance Database, divulgado em 2012 pela
ONG Idea International, 66% dos 175 países estudados
adotam financiamento público. Mas esse número deve ser lido
19 com cuidado. Em nenhum país democrático, o financiamento
político é exclusivamente público, isto é, realizado apenas com
recursos do Estado. O cientista político alemão Karl-Heinz
22 Nassmacher estima que os percentuais de financiamento
público em relação ao financiamento total variem de 2% (no
Reino Unido) e 3% (nos Estados Unidos da América) a 65%
25 (na Suécia) e 68% (na Áustria).
No Brasil, o financiamento público está previsto na
legislação desde 1971, mas só passou a ser significativo a partir
28 de 1995, com a instituição do Fundo Partidário. Não há
estimativas confiáveis do percentual que esse fundo representa
na receita total de cada partido — inclusive porque esse
31 percentual pode variar bastante de partido para partido —, mas
os altos montantes distribuídos por ele (aproximadamente
R$ 270 milhões, em 2011) dão indicações de que o percentual
34 de financiamento público em relação ao financiamento total
deve ser alto, pelo menos para os grandes partidos.
A responsabilidade das empresas no processo eleitoral. SP: Instituto Ethos e Transparency International, set./2012, p. 10-1. Internet: <http://www3.ethos.org.br> (com adaptações).
Conforme o texto A responsabilidade das empresas no processo eleitoral,
A
o financiamento público dos partidos e das campanhas eleitorais ocorre de diferentes maneiras em diversos países
B
o fato de o percentual de financiamento público ser alto em relação ao financiamento total sobrecarrega as despesas dos eleitores
C
boa parte dos eleitores brasileiros é favorável à reforma política, o que se comprova das frequentes discussões sobre o assunto nos últimos anos
D
o financiamento público no Brasil só passou a ocorrer, de fato, a partir de 1995
E
a mais importante discussão acerca da reforma política diz respeito ao modelo de financiamento dos partidos e das campanhas
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
As eleições na era da televisão

1 Com a chegada da televisão às campanhas eleitorais,
o eleitor expõe-se, por meio do vídeo, a um grande número de
candidatos e quase diariamente pode julgar o desempenho
4 de cada um deles. Além disso, informa-se sobre a situação
relativa de cada candidato nas prévias eleitorais e assiste aos
desdobramentos da campanha. Assim, participa cada vez
7 menos dos comícios públicos, e é em sua sala de visitas que se
informa e debate com os familiares as novas informações
obtidas. A decisão para o voto centra-se diariamente em novas
10 bases, o que introduz mais um fator para a volatilidade do voto
nas eleições com o domínio da televisão. Volatilidade e alto
número de indecisos são, entre outros aspectos, produto da
13 campanha moderna centrada na televisão: as decisões podem
ser deixadas para o final, porque sempre poderá haver um fato
a influenciá-las. E é exatamente nesse clima que a televisão
16 introduziu o clímax de uma campanha: o debate entre os
candidatos. Sem ele, o eleitorado não se informaria
suficientemente sobre eles.
19 As análises correntes afirmam que uma exposição
consistente e concentrada de um eleitor a uma campanha
eleitoral pela televisão depende de muitas características
22 sociais, tais como escolaridade, sexo, idade e filiação ou
participação em organizações sociais e políticas. Essas
características se relacionam com outros fatores, tais como as
25 fontes de preferência da informação política (as pessoas que
leem mais material de campanha nos jornais também o fazem
em revistas, rádio e televisão); os eventos (as pessoas que
28 seguem determinados eventos de campanhas tendem a seguir
outros, mesmo que sejam de candidatos aos quais se opõem);
e a atenção (algumas pessoas prestam mais atenção à
31 propaganda de uma campanha). Entre outras conclusões, esses
estudos mostram que as mulheres — mais do que os homens
 —, os trabalhadores manuais — mais do que os não manuais
34 — e os eleitores de menor escolaridade preferem em maior
medida a TV. No entanto, permanece a questão sobre a forma
dessa exposição, ou seja, a respeito do caráter passivo ou ativo
37 da assimilação das mensagens e imagens dos candidatos.
Lúcia Avelar. As eleições na era da televisão. In: Revista de Administração de Empresas. SP: set.-out./1992, p 42-57.
Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos do texto As eleições na era da televisão, assinale a opção correta.
A
A palavra “correntes” (L.19) foi empregada no texto com o sentido de corriqueiro
B
A eliminação dos vocábulos “é” e “que” no trecho “e é em sua sala de visitas que se informa” (L. 7 e 8) prejudicaria a correção gramatical do texto
C
A forma pronominal “las” (L.15) remete ao termo “as decisões” (L.13)
D
A substituição de “aos quais” (L.29) por que manteria a correção gramatical do texto e seu sentido original
E
O vocábulo “Assim” (L.6) exerce função de adjunto adverbial
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
As eleições na era da televisão

1 Com a chegada da televisão às campanhas eleitorais,
o eleitor expõe-se, por meio do vídeo, a um grande número de
candidatos e quase diariamente pode julgar o desempenho
4 de cada um deles. Além disso, informa-se sobre a situação
relativa de cada candidato nas prévias eleitorais e assiste aos
desdobramentos da campanha. Assim, participa cada vez
7 menos dos comícios públicos, e é em sua sala de visitas que se
informa e debate com os familiares as novas informações
obtidas. A decisão para o voto centra-se diariamente em novas
10 bases, o que introduz mais um fator para a volatilidade do voto
nas eleições com o domínio da televisão. Volatilidade e alto
número de indecisos são, entre outros aspectos, produto da
13 campanha moderna centrada na televisão: as decisões podem
ser deixadas para o final, porque sempre poderá haver um fato
a influenciá-las. E é exatamente nesse clima que a televisão
16 introduziu o clímax de uma campanha: o debate entre os
candidatos. Sem ele, o eleitorado não se informaria
suficientemente sobre eles.
19 As análises correntes afirmam que uma exposição
consistente e concentrada de um eleitor a uma campanha
eleitoral pela televisão depende de muitas características
22 sociais, tais como escolaridade, sexo, idade e filiação ou
participação em organizações sociais e políticas. Essas
características se relacionam com outros fatores, tais como as
25 fontes de preferência da informação política (as pessoas que
leem mais material de campanha nos jornais também o fazem
em revistas, rádio e televisão); os eventos (as pessoas que
28 seguem determinados eventos de campanhas tendem a seguir
outros, mesmo que sejam de candidatos aos quais se opõem);
e a atenção (algumas pessoas prestam mais atenção à
31 propaganda de uma campanha). Entre outras conclusões, esses
estudos mostram que as mulheres — mais do que os homens
 —, os trabalhadores manuais — mais do que os não manuais
34 — e os eleitores de menor escolaridade preferem em maior
medida a TV. No entanto, permanece a questão sobre a forma
dessa exposição, ou seja, a respeito do caráter passivo ou ativo
37 da assimilação das mensagens e imagens dos candidatos.
Lúcia Avelar. As eleições na era da televisão. In: Revista de Administração de Empresas. SP: set.-out./1992, p 42-57.
Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
De acordo com o texto As eleições na era da televisão,
A
a participação dos eleitores no processo eleitoral passou a ser mais ativa com a ampliação do uso da televisão nas campanhas eleitorais
B
a menor participação dos eleitores nos comícios é uma das consequências negativas da ampla exposição dos eleitores à televisão durante as campanhas eleitorais
C
o debate entre os candidatos promovido pelas redes de televisão passou a ser um evento crucial de uma campanha eleitoral
D
as mulheres, os trabalhadores manuais e os eleitores de menor escolaridade dão preferência à televisão como meio midiático em razão de fatores culturalmente estabelecidos
E
a televisão é o meio mais eficaz para a propagação de notícias acerca das eleições e dos candidatos
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