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A mensagem desejada

      Brigaram muitas vezes e muitas vezes se reconciliaram, mas depois de uma discussão particularmente azeda, ele decidiu: o rompimento agora seria definitivo. Um anúncio que a deixou desesperada: vamos tentar mais uma vez, só uma vez, implorou, em prantos. Ele, porém, se mostrou irredutível: entre eles estava tudo acabado.

      Se pensava que tal declaração encerrava o assunto, estava enganado. Ela voltou à carga. E o fez, naturalmente, através do e-mail. Naturalmente, porque através do e-mail se tinham conhecido, através do e-mail tinham namorado. Ela agora confiava no poder do correio eletrônico para demovê-lo de seus propósitos. Assim, quando ele viu, estava com a caixa de entrada entupida de ardentes mensagens de amor.

      O que o deixou furioso. Consultando um amigo, contudo, descobriu que era possível bloquear as mensagens de remetentes incômodos. Com uns poucos cliques resolveu o assunto.

      Naquela mesma noite o telefone tocou e era ela. Nem se dignou a ouvi-la: desligou imediatamente. Ela ainda repetiu a manobra umas três ou quatro vezes.

      Esgotada a fase eletrônica, começaram as cartas. Três ou quatro por dia, em grossos envelopes. Que ele nem abria. Esperava juntar vinte, trinta, colocava todas em um envelope e mandava de volta para ela.

      Mas se pensou que ela tinha desistido, estava enganado. Uma manhã acordou com batidinhas na janela do apartamento. Era um pombo-correio, trazendo numa das patas uma mensagem.

      Não teve dúvidas: agarrou-o, aparou-lhe as asas. Pombo, sim. Correio, não mais.

      E pronto, não havia mais opções para a coitada. Aparentemente chegara o momento de gozar seu triunfo; mas então, e para seu espanto, notou que sentia falta dela. Mandou-lhe um e-mail, e depois outro, e outro: ela não respondeu. E não atendia ao telefone. E devolveu as cartas dele.

      Agora ele passa os dias na janela, contemplando a distância o bairro onde ela mora. Espera que dali venha algum tipo de mensagem. Sinais de fumaça, talvez.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2013, p. 71-72) 
O assunto central do texto é
A
desencontros na vida amorosa.
B
imprevistos da fase da paquera.
C
obstáculos à defesa do feminismo.
D
romantismo da linguagem escrita.
E
curiosidades do namoro por carta.
Texto Associado Texto Associado
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da Fundação Telefónica.

A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez.

Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte, consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?. El País – Brasil. 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias... (1° parágrafo)
Uma redação alternativa para a frase acima, preservando-se as relações de sentido entre as orações, está em:
A
É uma tendência mais presente entre os mais jovens e, portanto, comum em todas as faixas etárias...
B
Para que seja uma tendência mais presente entre os mais jovens, é comum em todas as faixas etárias...
C
Por ser uma tendência mais presente entre os mais jovens, é comum em todas as faixas etárias...
D
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, de modo que é comum em todas as faixas etárias...
E
Mesmo sendo uma tendência mais presente entre os mais jovens, é comum em todas as faixas etárias...
Texto Associado Texto Associado
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da Fundação Telefónica.

A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez.

Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte, consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?. El País – Brasil. 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
As expressões segundo dados da Fundação Telefónica e segundo um relatório mundial da Deloitte, no 1° e no 3° parágrafo, respectivamente, servem ao propósito de
A
indicar as fontes das informações e, com isso, dar maior credibilidade ao texto.
B
explicitar os autores das informações e permitir que se conteste sua veracidade.
C
destacar o aspecto negativo das informações e, assim, tornar o texto mais apelativo.
D
imprimir maior subjetividade às informações e aproximar o texto de um relato pessoal.
E
especificar as informações e mostrar que a autora é a única responsável por sua exatidão.
Texto Associado Texto Associado
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da Fundação Telefónica.

A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez.

Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte, consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?. El País – Brasil. 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte... (3° parágrafo)
O elemento sublinhado acima enfatiza a seguinte conclusão, proposta pela autora
A
Ainda se perde demasiado tempo em ligações telefônicas, tendo em vista que se consultam as telas dos celulares muitas vezes ao longo do dia.
B
Chega a ser contraditório o comportamento das pessoas que não querem perder tempo com telefonemas mas consultam frequentemente o celular.
C
É preciso reduzir o tempo gasto com ligações telefônicas e trocas de mensagens, porque a comunicação a distância não é tão eficaz quanto a presencial.
D
Substituir o uso de aplicativos de mensagens instantâneas pelo telefonema é o modo mais garantido de voltar a ter diálogos consistentes e produtivos.
E
Mesmo com a redução do número de ligações telefônicas, ainda não se encontrou um outro meio de comunicação para substituí-la no dia a dia.
Texto Associado Texto Associado
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da Fundação Telefónica.

A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez.

Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte, consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?. El País – Brasil. 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
Um dos motivos de os telefonemas serem vistos como incômodos, de acordo com o texto, relaciona-se ao fato de
A
requererem uma tecnologia em desuso.
B
demandarem domínio de extenso vocabulário.
C
serem propícios a desentendimentos.
D
exigirem uma resposta imediata.
E
ocorrerem em contextos de interação formal.
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É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas é quase o dobro do número de ligações por telefone fixo e celular, segundo dados da Fundação Telefónica.

A ligação telefônica tornou-se uma presença intrusiva e incômoda, mas por quê? “Uma das razões é que, quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez.

Perder tempo em um telefonema é uma perspectiva assustadora. No entanto, segundo um relatório mundial da Deloitte, consultamos nossas telas, em média, mais de 40 vezes ao dia.
(Adaptado de: LÓPEZ, Silvia. O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?. El País – Brasil. 01.06.2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com) 
Um dos motivos de os telefonemas serem vistos como incômodos, de acordo com o texto, relaciona-se ao fato de
A
requererem uma tecnologia em desuso.
B
demandarem domínio de extenso vocabulário.
C
serem propícios a desentendimentos.
D
exigirem uma resposta imediata.
E
ocorrerem em contextos de interação formal.
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Embora predomine a função referencial, o autor faz uso recorrente de recursos estéticos para reforçar a expressão que tem a Instituição no cenário em questão. O excerto, dentre os indicados a seguir, que apresenta metáfora como recurso estético é:
A
“[...] os Institutos Federais consistem em estabelecimentos especializados na oferta de ensino profissionalizante e tecnológico nas diferentes modalidades de ensino, desde a educação de jovens e adultos até o doutorado.” (linhas 33-35).
B
“Cada um deles [profissionais capixabas que fizeram algum curso no Ifes] é como se fosse uma pequena tocha de luz.” (linhas 14-15). 
C
“No estado do Espírito Santo, é raro estar numa roda de conversa em que pessoas não informem ter feito algum curso na instituição.” (linhas 8-9).
D
“E é exatamente em um importante momento histórico para o estado do Espírito Santo que a educação profissional lança suas raízes cada vez mais profundas em solo capixaba.” (linhas 2-4).
E
“O Ifes é a instituição educacional de maior potencial no estado para atender às demandas do mercado de trabalho.” (linhas 1-2).
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 A partir da leitura do texto sob análise, NÃO é possível afirmar que:
A
os resultados da pesquisa comprovaram que os seres humanos são melhores em reconhecer que em lembrar
B
o reconhecimento de um rosto é uma tarefa mais fácil para a memória humana que a recordação de um nome.
C
segundo a pesquisa, a memória humana tem mais dificuldade em reconhecer um rosto porque isso demanda a recuperação de detalhes mais específicos.
D
se colocados no mesmo nível de memória, é comprovável que um ser humano reconhece mais os nomes que os rostos das pessoas.
E
o teste realizado confirmou que a impressão de que o ser humano é melhor em reconhecer rostos que nomes é um mito.
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Para Tim Berners-Lee,
A
agora as pessoas não se comunicam devido ao excesso de informação. 
B
agora as pessoas se comunicam devido ao excesso de informação
C
antes as pessoas não se comunicavam mesmo com o excesso de informação.
D
antes as pessoas se comunicavam mesmo com o excesso de informação
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A sequência linguística destacada é uma citação do discurso alheio
A
indireta com auxílio de verbo de dizer. 
B
indireta sem auxílio de verbo de dizer
C
direta com auxílio de verbo de dizer.
D
direta sem auxílio de verbo de dizer. 
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