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Texto Associado Texto Associado
1 Desde 1990, no Brasil, tem havido uma melhora
sistemática do coeficiente de Gini, índice comumente utilizado
para medir a desigualdade de distribuição de renda: melhorou
4 dos 0,603 de 1993 para os 0,501 de 2013.
Tendo por base os valores de 1998, ano da
privatização dos serviços de telecomunicações do Brasil, o PIB
7 per capita do brasileiro aumentou apenas 35,0% no período
findo em 2014, ao passo que, no mesmo período, a densidade
de telefones fixos aumentou 84,5% e a de telefones celulares
10 aumentou 3.114%.
A penetração dos serviços de telefonia — fixa ou
móvel — só não foi maior devido ao irrisório crescimento da
13 renda per capita no período, agravado pela carga tributária
incidente sobre serviços de telecomunicações, essenciais para
o desenvolvimento sustentável com inclusão social.
16 No cenário mundial, o Brasil passou do 54.º lugar, em
2002, para o 65.º lugar, em 2013, segundo o índice de
desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação
19 (TIC), da União Internacional de Telecomunicações, indicando
que o país está defasado no aproveitamento dos benefícios que
as TIC propiciam para o desenvolvimento sustentável com
22 inclusão social e com inserção no mundo globalizado.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD) 2013, 92,5% dos domicílios tinham acesso
25 aos serviços telefônicos — fixos ou móveis. Em 1998, apenas
32% dos domicílios tinham acesso a esses serviços, o que
indica um volumoso aumento no período mencionado.
28 No final do primeiro semestre de 2015, 41.310
localidades eram servidas pela telefonia fixa, em função da
realização das metas do Plano Geral de Metas de
31 Universalização; no final do primeiro semestre do ano
anterior, eram 40.907 localidades e, em 1992, eram 16.950.
O ambiente socioeconômico do setor de telecomunicações. In: O desempenho
do setor de telecomunicações no Brasil. Séries temporais 1S15.
Elaborado pela Telebrasil em parceria com o Teleco. Rio de Janeiro,
agosto de 2015, p. 7-9. Internet: <www.telebrasil.org.br > (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas do texto O ambiente socioeconômico do setor de telecomunicações, julgue os seguintes itens.
O enunciado “índice comumente utilizado para medir a desigualdade de distribuição de renda” (R. 2 e 3) tem função adjetiva, pois confere uma qualidade ao antecedente “coeficiente de Gini” (R.2), à semelhança do que ocorre, no segundo parágrafo, com “ano da privatização dos serviços de
telecomunicações do Brasil” (R. 5 e 6) em relação a “1998” (R.5).
C
Certo
E
Errado
Texto Associado Texto Associado
1 A reestruturação do setor de telecomunicações no
Brasil veio acompanhada da privatização do Sistema
TELEBRAS — operado pela Telecomunicações Brasileiras
4 S.A. (TELEBRAS) —, monopólio estatal verticalmente
integrado e organizado em diversas subsidiárias, que prestava
serviços por meio de uma rede de telecomunicações
7 interligada, em todo o território nacional.
A ideia básica do novo modelo era a de adequar o
setor de telecomunicações ao novo contexto de globalização
10 econômica, de evolução tecnológica setorial, de novas
exigências de diversificação e modernização das redes e dos
serviços, além de permitir a universalização da prestação de
13 serviços básicos, tendo em vista a elevada demanda reprimida
no país.
A privatização, ao contrário do que ocorreu em
16 diversos países em desenvolvimento e mesmo em outros
setores de infraestrutura do Brasil, foi precedida da montagem
de detalhado modelo institucional, dentro do qual se destaca a
19 criação de uma agência reguladora independente e autônoma,
a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Além
disso, a reestruturação do setor de telecomunicações brasileiro
22 foi precedida de reformas setoriais em vários outros países, o
que trouxe a possibilidade de aprendizado com as experiências
anteriores.
José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de telecomunicações
no Brasil. Internet: <www.bndespar.com.br> (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas e às ideias do texto A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil, julgue os itens seguintes.
O trecho “monopólio estatal verticalmente integrado e organizado em diversas subsidiárias” (R. 4 e 5) funciona, sintaticamente, como expressão explicativa em relação a “Sistema TELEBRAS” (R. 2 e 3).
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos
familiares e da violência doméstica assistem a situações de
violência extrema, marcadas pelo abuso das relações de afeto
4 e parentesco, pela deslealdade nas relações íntimas de afeto e
confiança. A violência doméstica exclui e segrega os
integrantes da família, pois as vítimas são muitas vezes
7 consideradas responsáveis pelas agressões que sofrem. É a
mulher agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os membros
10 da família ficam apavorados diante da possibilidade da
agressão e da exclusão e temem pela própria vida quando
dependem da família para sobreviver emocional ou
13 materialmente. Assim, todos são atingidos pela agressão a um
deles dirigida.
Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se
16 dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados
necessários ao desenvolvimento do indivíduo, de alimentação
regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de atos que
19 violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,
agressões físicas ou verbais. Esses atos são capazes de gerar
sentimento de insegurança nos membros da família. No âmbito
22 doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e
subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa. A
maior parte dos ataques tem motivos banais, como o
25 espancamento de mulheres que se recusam a preparar o almoço
ou a esquentar a comida dos companheiros, ou, como no caso
das crianças, o choro excessivo.
28 O processo judicial restaura a verdade dos fatos.
O agressor é sentado no banco dos réus e é tratado como tal. A
vítima tem o direito de expor a dor, o sofrimento e exigir a
31 reparação devida. Muitas vezes não se persegue o
encarceramento do agressor, mas apenas a responsabilização
pelos atos, de natureza cível ou criminal. O juiz observa as
34 partes com os olhos da lei, da equidade, da justiça. A justiça
analisa tais casos dia após dia, noite após noite, e os diversos
agentes envolvidos no amparo e proteção às vítimas
37 desenvolvem sensibilidade especial para o tema. E, movidos
pela empatia com os mais fracos nas relações sociais e
familiares, buscam ajudar a restabelecer a linguagem de
40 respeito entre os membros da comunidade familiar,
propiciando o resgate dos sentimentos que a mantêm coesa e
saudável.
Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa. Paz em
casa. In: Correio Braziliense, 26/2/2015 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os itens seguintes.
Em “Importa destacar” (R.15), a oração “destacar” exerce função de sujeito.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Analista Judiciário - Suporte em TI
Texto Associado Texto Associado
1 O P r o g r ama d e Re s p o n s a b i l i d a d e
Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi instituído por meio
da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver
4 Direito, seus objetivos e sua meta permanente são
apresentados, respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da
referida portaria, os quais são transcritos abaixo:
7 Art. 1.º Reeditar o Programa de Responsabilidade
Socioambiental do TJDFT Viver Direito, cuja base é a Agenda
Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão,
10 estabelece novas ações sociais e ambientais e as integra às
existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e
Territórios, visando à preservação e à recuperação do meio
13 ambiente, por meio de ações sociais sustentáveis, a fim de
torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto, socialmente justo
e economicamente viável.
16 Art. 2.º O Programa de Responsabilidade
Socioambiental Viver Direito objetiva indicar e programar
ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo
19 quanto ao exercício dos direitos sociais, à gestão adequada dos
resíduos gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de
desperdício dos recursos naturais e à inclusão de critérios
22 socioambientais nos investimentos, nas construções, nas
compras e nas contratações de serviços da instituição.
Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver
25 Direito a gestão ambientalmente saudável, caracterizada pela
adoção de práticas ecologicamente eficientes, que visem
poupar matéria-prima, água e energia, bem como enfatizem a
28 reciclagem de resíduos e a promoção da cidadania e da paz
social, com base no desenvolvimento do ser humano e na
preservação da vida.
Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações).
A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue os itens subsequentes.
O termo “à recuperação do meio ambiente” (R. 12 e 13) desempenha a função de complemento verbal na oração em que ocorre.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Analista Judiciário - Suporte em TI
Texto Associado Texto Associado
1 O objetivo do direito é a paz. A luta é o meio de
consegui-la. Enquanto o direito tiver de repelir o ataque
causado pela injustiça — e isso durará enquanto o mundo
4 estiver de pé —, ele não será poupado.
A vida do direito é a luta: a luta de povos, de
governos, de classes, de indivíduos. Todo o direito do mundo
7 foi assim conquistado. Todo ordenamento jurídico que se lhe
contrapôs teve de ser eliminado e todo direito, o direito de um
povo ou o de um indivíduo, teve de ser conquistado com luta.
10 O direito não é mero pensamento, mas sim força viva.
Por isso, a justiça segura, em uma das mãos, a balança, com a
qual pesa o direito, e, na outra, a espada, com a qual o defende.
13 A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada
é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro
estado de direito só existe onde a força, com a qual a justiça
16 empunha a espada, é usada com a mesma destreza com que a
justiça maneja a balança.
O direito é um labor contínuo, não apenas dos
19 governantes, mas de todo o povo. Cada um que se encontra na
situação de precisar defender seu direito participa desse
trabalho, levando sua contribuição para a concretização da
22 ideia de direito sobre a Terra.
Rudolf von Ihering. A luta pelo direito. Tradução de J. Cretella Jr.
e Agnes Cretella. 5.ª ed. revista da tradução. São Paulo:
Editora Revista dos Tribunais, 2008, p. 31 (com adaptações).
Com referência às ideias apresentadas no texto precedente e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
A forma verbal “defende” (R.12) está flexionada na terceira pessoa do singular por concordar com seu sujeito, cujo referente é “a justiça” (R.11).
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 O P r o g r ama d e Re s p o n s a b i l i d a d e
Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi instituído por meio
da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver
4 Direito, seus objetivos e sua meta permanente são
apresentados, respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da
referida portaria, os quais são transcritos abaixo:
7 Art. 1.º Reeditar o Programa de Responsabilidade
Socioambiental do TJDFT Viver Direito, cuja base é a Agenda
Socioambiental do TJDFT que, em permanente revisão,
10 estabelece novas ações sociais e ambientais e as integra às
existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e
Territórios, visando à preservação e à recuperação do meio
13 ambiente, por meio de ações sociais sustentáveis, a fim de
torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto, socialmente justo
e economicamente viável.
16 Art. 2.º O Programa de Responsabilidade
Socioambiental Viver Direito objetiva indicar e programar
ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo
19 quanto ao exercício dos direitos sociais, à gestão adequada dos
resíduos gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de
desperdício dos recursos naturais e à inclusão de critérios
22 socioambientais nos investimentos, nas construções, nas
compras e nas contratações de serviços da instituição.
Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver
25 Direito a gestão ambientalmente saudável, caracterizada pela
adoção de práticas ecologicamente eficientes, que visem
poupar matéria-prima, água e energia, bem como enfatizem a
28 reciclagem de resíduos e a promoção da cidadania e da paz
social, com base no desenvolvimento do ser humano e na
preservação da vida.
Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações).
A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue os itens subsequentes.
O termo “à recuperação do meio ambiente” (R. 12 e 13) desempenha a função de complemento verbal na oração em que ocorre.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJDFT Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 O objetivo do direito é a paz. A luta é o meio de
consegui-la. Enquanto o direito tiver de repelir o ataque
causado pela injustiça — e isso durará enquanto o mundo
4 estiver de pé —, ele não será poupado.
A vida do direito é a luta: a luta de povos, de
governos, de classes, de indivíduos. Todo o direito do mundo
7 foi assim conquistado. Todo ordenamento jurídico que se lhe
contrapôs teve de ser eliminado e todo direito, o direito de um
povo ou o de um indivíduo, teve de ser conquistado com luta.
10 O direito não é mero pensamento, mas sim força viva.
Por isso, a justiça segura, em uma das mãos, a balança, com a
qual pesa o direito, e, na outra, a espada, com a qual o defende.
13 A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada
é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro
estado de direito só existe onde a força, com a qual a justiça
16 empunha a espada, é usada com a mesma destreza com que a
justiça maneja a balança.
O direito é um labor contínuo, não apenas dos
19 governantes, mas de todo o povo. Cada um que se encontra na
situação de precisar defender seu direito participa desse
trabalho, levando sua contribuição para a concretização da
22 ideia de direito sobre a Terra.
Rudolf von Ihering. A luta pelo direito. Tradução de J. Cretella Jr.
e Agnes Cretella. 5.ª ed. revista da tradução. São Paulo:
Editora Revista dos Tribunais, 2008, p. 31 (com adaptações).
Com referência às ideias apresentadas no texto precedente e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
A forma verbal “defende” (R.12) está flexionada na terceira pessoa do singular por concordar com seu sujeito, cujo referente é “a justiça” (R.11).
C
Certo
E
Errado
Em 1949, quando o pai morreu, Manoel herdou suas terras em Corumbá. Pensou inicialmente em vender as terras, mas a mulher convenceu Manoel a restabelecer raízes no Pantanal. Por ocasião do lançamento de "O Guardador das Águas", que daria a Manoel o seu primeiro Prêmio Jabuti, afirmou: "Entre o poeta e a natureza ocorre uma eucaristia”. 

Fazendo-se as alterações necessárias, os elementos sublinhados acima foram corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em:
A
vendê-las − convenceu-o − lhe daria
B
vender-lhes − convenceu-lhe − daria-lhe
C
as vender − convenceu-lhe − o daria
D
vendê-las − lhe convenceu − daria-no
E
vender-lhes − o convenceu − lhe daria
Texto Associado Texto Associado
Língua Portuguesa

O processo impregnado de complexidade, ao qual se sobrepõem ideias de avanço ou expansão intensamente ideologizadas, e que convencionamos chamar pelo nome de progresso, tem, dentre outros, um atributo característico: tornar a organização da vida cada vez mais tortuosa, ao invés de simplificá-la. Progredir é, em certos casos, sinônimo de complicar. Os aparelhos, os sinais, as linguagens e os sons gradativamente incorporados à vida consomem a atenção, os gestos, a capacidade de entender. Além disso, do manual de instruções de um aparelho eletrônico à numeração das linhas de ônibus, passandopelo desenho das vias urbanas, pelos impostos escorchantes e pelas regras que somos obrigados a obedecer – inclusive nos atos mais simples, como o de andar a pé −, há uma evidente arbitrariedade, às vezes melíflua, às vezes violenta, que se insinua no cotidiano. 

Não há espaço melhor para averiguarmos as informações acima do que os principais centros urbanos. Na opinião do geógrafo Milton Santos, um marxista romântico, “a cidade é o lugar em que o mundo se move mais; e os homens também. A co-presença ensina aos homens a diferença. Por isso, a cidade é o lugar da educação e da reeducação. Quanto maior a cidade, mais numeroso e significativo o movimento, mais vasta e densa
a co-presença e também maiores as lições de aprendizado”. 

Essa linha de pensamento, contudo, não é seguida por nós, os realistas, entre os quais se inclui o narrador de O silenceiro, escrito pelo argentino Antonio di Benedetto. Para nós, o progresso transformou as cidades em confusas aglomerações, nas quais a opressão viceja. O narrador-personagem do romance de Di Benedetto anseia desesperadamente pelo silêncio. Os barulhos, elementos inextricáveis da cidade, intrometem-se no
cotidiano desse homem, ganhando existência própria. E a própria espera do barulho, sua antevisão, a certeza de que ele se repetirá, despedaça o narrador. À medida que o barulho deixa de ser exceção para se tornar a norma irrevogável, fracassam todas as soluções possíveis.

A cidade conspira contra o homem. As derivações da tecnologia fugiram, há muito, do nosso controle.
Adaptado de: GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia. Campinas, Vide Editorial, 2015, p. 121-125.
E a própria espera do barulho (...) despedaça o narrador.
O verbo que possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento do grifado acima está em:
A
Por isso, a cidade é o lugar da educação...
B
... nas quais a opressão viceja.
C
... anseia desesperadamente pelo silêncio.
D
... há uma evidente arbitrariedade...
E
... fracassam todas as soluções possíveis.
Texto Associado Texto Associado
O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
O modelo ainda dominante nas discussões ecológicasprivilegia, em escala, o Estado e o mundo...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
A
é privilegiado.
B
sendo privilegiadas.
C
são privilegiados.
D
foi privilegiado.
E
são privilegiadas.
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