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Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Texto Associado Texto Associado
Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afrmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo.[...] Mas as piadas também podem servir de suporte empírico para uma teoria mais aprofundada e sofsticada de como funciona uma língua, especialmente porque se trata de um corpus que, além de expor traços do que nela é sistemático (gramatical) e, paradoxalmente, “desarrumado”, contribui para deixar muito claro que uma língua funciona sempre em relação a um contexto culturalmente relevante e que cada texto requer uma relação com outros textos. [...] A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho. Praticamente cada segmento da língua deriva para outro sentido, presta-se a outra interpretação, por razões variadas. Pelo menos, é o que as piadas mostram. E elas não são poucas. Ou, no mínimo, nós as ouvimos muitas vezes.
(POSSENTI, Sírio. O humor e a língua. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, SBPC, v.30, n.176, out. 2001)
A análise do emprego dos tempos verbais em “Há algum tempo, venho estudando as piadas”(1º§) revela que, semanticamente, as duas formas em destaque indicam, nessa ordem, as noções de
A
passado e continuidade
B
presente e projeto futuro
C
simultaneidade e presente
D
ordem e suposição
E
futuro e constatação
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
A conjunção “Mas” que introduz o segundo parágrafo cumpre papel coesivo e tem seu emprego justifcado pela seguinte razão:
A
introduz uma opinião contrária à do autor. 
B
ratifca a informação imediatamente anterior.
C
contrapõe aspectos excludentes no estudo das piadas.
D
expõe a fragilidade da informação que a antecede. 
E
desenvolve uma oposição já referida anteriormente.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afrmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo.[...] Mas as piadas também podem servir de suporte empírico para uma teoria mais aprofundada e sofsticada de como funciona uma língua, especialmente porque se trata de um corpus que, além de expor traços do que nela é sistemático (gramatical) e, paradoxalmente, “desarrumado”, contribui para deixar muito claro que uma língua funciona sempre em relação a um contexto culturalmente relevante e que cada texto requer uma relação com outros textos. [...] A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho. Praticamente cada segmento da língua deriva para outro sentido, presta-se a outra interpretação, por razões variadas. Pelo menos, é o que as piadas mostram. E elas não são poucas. Ou, no mínimo, nós as ouvimos muitas vezes.
(POSSENTI, Sírio. O humor e a língua. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, SBPC, v.30, n.176, out. 2001) 
A análise do emprego dos tempos verbais em “Há algum tempo, venho estudando as piadas”(1º§) revela que, semanticamente, as duas formas em destaque indicam, nessa ordem, as noções de:
A
passado e continuidade.
B
presente e projeto futuro
C
simultaneidade e presente
D
ordem e suposição.
E
futuro e constatação.
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRE-PI Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Na entrada do terceiro milênio, o ingresso das
brasileiras na política institucional ainda é tímido. Porém, esse
é um quadro que já se mostrou menos animador. Da
4 promulgação da primeira Constituição Republicana, em 1891
— na qual as mulheres não foram incluídas como cidadãs —,
às eleições de Roseana Sarney como primeira governadora de
7 um estado e de Benedita da Silva como primeira senadora e
primeira governadora negra — ambas na década de 90 do
século passado —, foi um longo percurso.
10 Apesar de as mulheres possuírem, atualmente, níveis
de escolaridade superiores aos dos homens e de estarem cada
vez mais presentes no mercado de trabalho, em nenhum âmbito
13 da vida social a participação de mulheres e homens é tão
desigual quanto no exercício do poder.
Seja em cargos eletivos, seja em postos de direção nos
16 órgãos executivos ou no sistema judiciário, o poder ainda é
predominantemente ocupado por homens. Somente em 2000
uma juíza — Ellen Gracie Northfleet — alcançou o topo da
19 hierarquia do Supremo Tribunal Federal (STF). No Brasil,
apesar da expressiva atuação das mulheres em movimentos
sociais — associações, sindicatos, entidades —, observa-se que
22 essa capacidade de engajamento não corresponde à pequena
presença feminina nas instâncias decisórias.
Não obstante tenha sido um dos primeiros países da
25 América Latina a conceder o sufrágio universal, o Brasil está
entre as nações que apresentam a mais baixa representação
política feminina no Ocidente. Entretanto, esse é um cenário
28 que se repete em diversas nações tidas como desenvolvidas e
com maior tradição democrática, como é o caso da França.
Convém registrar, também, as interrupções na trajetória
31 democrática do país por regimes ditatoriais, as quais
impediram o livre gozo de direitos políticos pelos cidadãos e
impactaram diretamente a participação das mulheres nos
34 poderes constituídos.
A participação política das mulheres no Brasil: Uma breve história. In: A mulher e o Poder Legislativo no estado do Rio de Janeiro: 
lugares, perfis e experiências municipais. Rio de Janeiro: Ed. CEDIM RJ. Internet: <www.educacaopublica.rj.gov.br> (com adaptações).
A correção e o sentido original do texto seriam mantidos caso se substituísse
A
o trecho “que se repete” (L.28) por que repete-se
B
a expressão “Não obstante” (L.24) por Embora
C
o artigo “a” (L.33) por na
D
a conjunção “Porém” (L.2) por Mas
E
o adjetivo “expressiva” (L.20) por ampliativa
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: FUNPRESP-EXE Prova: Especialista - Tecnologia da Informação
Texto Associado Texto Associado
1 O homem que só tinha certezas quase nunca usava
ponto de interrogação. Em seu vocabulário, não constavam as
expressões: talvez, quiçá, quem sabe, porventura.
4 Parece que foi de nascença. Ele já teria vindo ao
mundo assim, com todas as certezas junto, pulou a fase dos
porquês e nunca soube o que era curiosidade na vida. Cresceu
7 achando natural viver derramando afirmações pela boca.
A notícia espalhou-se rapidamente. Não demorou
muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem
10 assíduo dos programas de TV. Para cada pergunta havia uma
só resposta certa e era essa que ele dava, invariavelmente,
exterminando aos pouquinhos todas as dúvidas que existiam,
13 até que só restou uma dúvida no mundo: será que ele não vai
errar nunca? Mas ele nunca errava, e já nem havia mais o que
errar, uma vez que não havia mais dúvidas.
16 Um dia aconteceu um imprevisto, e o homem que só
tinha certezas, quem diria, acordou apaixonado. Para se
assegurar de que aquela era a mulher certa para ele, formulou
19 cento e vinte perguntas, as quais ela respondeu sem vacilar. Os
dois se amaram noites adentro, foram a Barcelona, tiraram
fotos juntos, compraram álbuns, porta-retratos... Desde então,
22 por alguma razão desconhecida, o homem que só tinha certezas
foi perdendo todas elas, uma por uma. No início ainda tentou
disfarçar. Mas as dúvidas multiplicavam-se como praga,
25 espalhavam-se pelo mundo, e agora, meu Deus? Deus existe?
Existe sim. Ou será que não? Ele não estava bem certo.
Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas. In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só tinha certezas.
A locução “uma vez que” (l.15) introduz, no período em que ocorre, ideia de causa
C
Certo
E
Errado
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: FUNPRESP-EXE Prova: Especialista - Tecnologia da Informação
Texto Associado Texto Associado
1 O homem que só tinha certezas quase nunca usava
ponto de interrogação. Em seu vocabulário, não constavam as
expressões: talvez, quiçá, quem sabe, porventura.
4 Parece que foi de nascença. Ele já teria vindo ao
mundo assim, com todas as certezas junto, pulou a fase dos
porquês e nunca soube o que era curiosidade na vida. Cresceu
7 achando natural viver derramando afirmações pela boca.
A notícia espalhou-se rapidamente. Não demorou
muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem
10 assíduo dos programas de TV. Para cada pergunta havia uma
só resposta certa e era essa que ele dava, invariavelmente,
exterminando aos pouquinhos todas as dúvidas que existiam,
13 até que só restou uma dúvida no mundo: será que ele não vai
errar nunca? Mas ele nunca errava, e já nem havia mais o que
errar, uma vez que não havia mais dúvidas.
16 Um dia aconteceu um imprevisto, e o homem que só
tinha certezas, quem diria, acordou apaixonado. Para se
assegurar de que aquela era a mulher certa para ele, formulou
19 cento e vinte perguntas, as quais ela respondeu sem vacilar. Os
dois se amaram noites adentro, foram a Barcelona, tiraram
fotos juntos, compraram álbuns, porta-retratos... Desde então,
22 por alguma razão desconhecida, o homem que só tinha certezas
foi perdendo todas elas, uma por uma. No início ainda tentou
disfarçar. Mas as dúvidas multiplicavam-se como praga,
25 espalhavam-se pelo mundo, e agora, meu Deus? Deus existe?
Existe sim. Ou será que não? Ele não estava bem certo.
Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas. In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só tinha certezas.
A forma verbal “havia”, em “não havia mais dúvidas” (l.15), poderia ser corretamente substituída por existia
C
Certo
E
Errado
O termo em função adjetiva sublinhado que está substituído por um adjetivo inadequado é: 
A
“A arte da previsão consiste em antecipar o que irá acontecer e depois explicar por que não aconteceu”. (anônimo) / divinatória
B
“Por mais numerosos que sejam os meandros do rio, ele termina por desembocar no mar”. (Provérbio hindu) / pluviais
C
“A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”. (Leo Buscaglia) / universal
D
“Eu não tenho problemas com igrejas, desde que elas não interfiram no trabalho de Deus”. (Brooks Atkinson) / divino
E
“Uma escola de domingo é uma prisão onde as crianças pagam penitência pela consciência pecadora de seus pais”. (H. L. Mencken) / dominical
A frase abaixo em que o emprego do demonstrativo sublinhado está inadequado é: 
A
“As capas deste livro que você leva são muito separadas”. (Ambrose Bierce)
B
“Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro”. (Mário Quintana)
C
“Claro que a vida é bizarra. O único modo de encarar isso é fazer pipoca e desfrutar o show”. (David Gerrold)
D
“Não há nenhum lugar nessa Terra tão distante quanto ontem”. (Robert Nathan)
E
“Escritor original não é aquele que não imita ninguém, é aquele que ninguém pode imitar”. (Chateaubriand)
Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: IBGE Prova: Análise de Sistemas - Desenvolvimento de Sistemas
A frase abaixo em que o emprego do demonstrativo sublinhado está inadequado é: 
A
“As capas deste livro que você leva são muito separadas”. (Ambrose Bierce)
B
“Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro”. (Mário Quintana)
C
“Claro que a vida é bizarra. O único modo de encarar isso é fazer pipoca e desfrutar o show”. (David Gerrold)
D
“Não há nenhum lugar nessa Terra tão distante quanto ontem”. (Robert Nathan)
E
“Escritor original não é aquele que não imita ninguém, é aquele que ninguém pode imitar”. (Chateaubriand)
Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: IBGE Prova: Tecnologista - Programação Visual - WebDesign
Em todas as frases abaixo o verbo ter foi empregado no lugar de outros com significado mais específico. A frase em que a substituição por esses verbos mais específicos foi feita de forma adequada é:
A
“Nunca é tarde para ter uma infância feliz”. (Tom Robbins) / desfrutar de
B
“Você pode aprender muito com crianças. Quanta paciência você tem, por exemplo”. (Franklin P. Jones) / você oferece
C
“O maior recurso natural que qualquer país pode ter são suas crianças”. (Danny Kaye) / usar
D
“Acreditar que basta ter filhos para ser pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músico”. (Mansour Challita) / originar
E
“A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida”. (Sartre) / sofre
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