Questões

Total de Questões Encontradas: 179

Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 14.
1 - Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maioria das pessoas. Não existiam
expectativas de que uma porção significativa da vida transcorresse distante dos olhares alheios.
2 - A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais impressionantes da civilização moderna,
dependeu de outra realização, ainda mais impressionante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte
das pessoas obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade
vieram a surgir.
3 - A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque hoje. A situação nos
faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico - e
portanto um estado de coisas transitório.
4 - Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.
Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna Zuboff define como "capitalismo de vigilância" - a transformação de
nossos dados pessoais em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão
rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.
5 - Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quando sabemos estar sendo observados.
A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado, e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos - não o que
desejamos que os outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso requererá a criação de
diversas leis.
(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
Está correta a redação do segmento adaptado do texto que se encontra em:
A
Foi apenas nos últimos 300 anos, que surgiu as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade.
B
No futuro, conforme previsões, a vigilância ativa será uma parte rotineira das transações, a qual será quase impraticável
escapar.
C
As experiências com a mídia social, já se deixou claro que agimos de modo diferente quando estamos sendo observados.
D
A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar os motivos pelos quais a privacidade está ameaçada
hoje.
E
A difusão da privacidade em escala maciça, cuja as realizações mais impressionantes da civilização moderna, dependeu
da criação da classe média.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 14.
1 - Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maioria das pessoas. Não existiam
expectativas de que uma porção significativa da vida transcorresse distante dos olhares alheios.
2 - A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais impressionantes da civilização moderna,
dependeu de outra realização, ainda mais impressionante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte
das pessoas obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade
vieram a surgir.
3 - A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque hoje. A situação nos
faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico - e
portanto um estado de coisas transitório.
4 - Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.
Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna Zuboff define como "capitalismo de vigilância" - a transformação de
nossos dados pessoais em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão
rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.
5 - Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quando sabemos estar sendo observados.
A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado, e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos - não o que
desejamos que os outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso requererá a criação de
diversas leis.
(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.- (4o parágrafo)
Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão rotineira das transações... (4o parágrafo)
A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana... (3o parágrafo)
No contexto, os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A
riqueza - vigilância - existência humana.
B
privacidade - futuro - privacidade.
C
privacidade - futuro - existência humana.
D
riqueza - futuro - privacidade.
E
privacidade - vigilância - privacidade.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br)
Está correta a redação da frase que se encontra em:
A
Substituímos, pelas galerias de fotos digitais, de nossos dispositivos móveis o antigo álbum de família.
B
Imagens são importantes, desde que se considerem que milhares de fotos não tem a capacidade de superar a intensidade
de uma experiência.
C
Conforme seja importante viver cada momento com intensidade, onde as relações afetivas estão sendo solapadas na
solidão digital coletiva.
D
Devido às rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação, os antigos modelos de negócio foram postos em
xeque.
E
Formas tradicionais de gestão, quando não apresentam capacidade de inovação e criatividade não sobrevive no mercado.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br)
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. (5o parágrafo)
Mantendo as relações de sentido e a correção, as frases acima podem ser articuladas em um único período do seguinte
modo:
A
Ao ficarem reféns da superficialidade, uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. 
B
Embora ficamos reféns da superficialidade, uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.
C
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência: contudo, ficamos reféns da superficialidade. 
D
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência, de modo que ficamos reféns da superficialidade
E
Conforme se ficam reféns da superficialidade, cuja enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.
Ano: 2018 Banca: FADESP Órgão: BANPARA Prova: Técnico em Informática - Banco de Dados
Texto Associado Texto Associado
LASTRO E O SISTEMA BANCÁRIO 

[...] Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro depositado nos bancos deviam estar ligados a uma quantidade de ouro num sistema chamado lastro-ouro. Como esse metal é limitado, isso garantia que a produção de dinheiro fosse também limitada. Com o tempo, os banqueiros se deram conta de que ninguém estava interessado em trocar dinheiro por ouro e criaram manobras, como a reserva fracional, para emprestar muito mais dinheiro do que realmente tinham em ouro nos cofres. Nas crises, como em 1929, todos queriam sacar dinheiro para pagar suas contas e os bancos quebravam por falta de fundos, deixando sem nada as pessoas que acreditavam ter suas economias seguramente guardadas. Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão-ouro. Desde então, o dinheiro, na forma de cédulas e principalmente de valores em contas bancárias, já não tendo nenhuma riqueza material para representar, é criado a partir de empréstimos. Quando alguém vai até o banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em sua conta é gerado naquele instante, criado a partir de uma decisão administrativa, e assim entra na economia. Essa explicação permaneceu controversa e escondida por muito tempo, mas hoje está clara em um relatório do Bank of England de 2014. Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é criado assim, inventado em canetaços a partir da concessão de empréstimos. O que torna tudo mais estranho e perverso é que, sobre esse empréstimo, é cobrada uma dívida. Então, se eu peço dinheiro ao banco, ele inventa números em uma tabela com meu nome e pede que eu devolva uma quantidade maior do que essa. Para pagar a dívida, preciso ir até o dito “livre-mercado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear, para conseguir o dinheiro que o banco inventou na conta de outras pessoas. Esse é o dinheiro que vai ser usado para pagar a dívida, já que a única fonte de moeda é o empréstimo bancário. No fim, os bancos acabam com todo o dinheiro que foi inventado e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo dinheiro tomei. Assim, o sistema monetário atual funciona com uma moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e abundante porque é gerada pela simples manipulação de bancos de dados. O resultado é uma acumulação de riqueza e poder sem precedentes: um mundo onde o patrimônio de 80 pessoas é maior do que o de 3,6 bilhões, e onde o 1% mais rico tem mais do que os outros 99% juntos. [...]
Disponível em https://fagulha.org/artigos/inventando-dinheiro/ Acessado em 20/03/2018 
O enunciado em que duas ideias se opõem é 
A
Como esse metal é limitado, isso garantia que a produção de dinheiro fosse também limitada (linhas 2 e 3).
B
Quando alguém vai até o banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em sua conta é gerado naquele instante, criado a partir de uma decisão administrativa, e assim entra na economia (linhas 11 e 13).
C
Essa explicação permaneceu controversa e escondida por muito tempo, mas hoje está clara em um relatório do Bank of England de 2014 (linhas 14 e 15)
D
Para pagar a dívida, preciso ir até o dito “livre-mercado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear, para conseguir o dinheiro que o banco inventou na conta de outras pessoas (linhas 20 e 22)
E
No fim, os bancos acabam com todo o dinheiro que foi inventado e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo dinheiro tomei (linhas 23 e 24). 
Ano: 2018 Banca: UFG Órgão: SANEAGO Prova: Analista - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Eu comecei a fazer festa de reggae em 1975, com a minha radiola. Mas onde o reggae começou a se espalhar mesmo foi num sítio chamado Mato Grosso, por trás da Expoema. Ali foi o primeiro sítio que eu foquei. Depois eu toquei num festejo de Nossa Senhora do Bom Parto, que acontece todo ano, dia 2 de fevereiro, num lugar chamado Andiroba; fica antes de Mato Grosso. Foi dali que começou. Aí, eu fui trazendo para os bairros e comecei a fazer festa no Salgueiro (antiga Escola de Samba no Sacavém – não existe mais), na favela (só Samba) fazia festa no Sacavém, também no festejo de Elzita (mãe-de-santo de um terreiro de mina no bairro Sacavém) e trazia aquela multidão do Retiro Natal, Monte Castelo, Liberdade, a turma que já participava das festas que eu fazia...
DA SILVA, Carlos Benedito Rodrigues. Da terra das primaveras à ilha do amor – reggae, lazer e identidade cultural. São Luís: Pitomba, 2016. p. 68.
Concorrem para o estabelecimento da coesão do texto o emprego dos articuladores “Ali” (linha 4), “dali” (linha 8) e “Aí” (linha 8). O uso desses articuladores
A
orna o estilo linguístico do texto informal e próximo da oralidade. 
B
denota desconhecimento dos recursos de articulação gramatical.
C
revela o nível de escolaridade formal do autor do texto.
D
evidencia um marcador de variação linguística diatópica. 
Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: CIASC Prova: Analista - Analista de Sistemas (Desenvolvedor)
Texto Associado Texto Associado
Texto 1

Escutatória

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de ideias. São misturadas nas palavras da filosofia que moram em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.” Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.” Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos… Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. É música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. 
ALVES, R. Escutatória <>, Acesso em 26/08/2017. [Adaptado]
Analise as afirmativas abaixo, considerando-as em relação ao texto 1.
1. O autor alterna as formas “nós” e “a gente” para se referir à primeira pessoa do plural, evidenciando não só um uso variável de formas pronominais mas também traços de informalidade no texto.
2. No terceiro parágrafo, o sinal de dois-pontos depois de Alberto Caeiro e de Murilo Mendes introduz a fala direta dessas duas pessoas, respectivamente.
3. Em “Daí a dificuldade […]” (3o parágrafo), a palavra sublinhada funciona como conector que introduz uma informação decorrente do que foi dito anteriormente, podendo ser substituída por “Donde”, sem prejuízo de significado.
4. Em “sem misturar o que ele diz […]. Como se aquilo que ele diz” (3o parágrafo), o referente do pronome sublinhado nas duas ocorrências é definido, sendo o indivíduo identificado no contexto precedente.
5. Em “As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de ideias.” (2o parágrafo) e “No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada.” (4o parágrafo), os segmentos entre travessões são comentários do autor que, se retirados, não alteram as relações sintáticas entre os demais constituintes das frases.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
B
São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
C
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.
D
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
E
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: CIASC Prova: Analista - Analista de Informática e Suporte
Texto Associado Texto Associado
Texto 1
Escutatória
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. As árvores e as flores entram. Mas – coitadinhas delas – entram e caem num mar de ideias. São misturadas nas palavras da filosofia que moram em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.” Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.” Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. É música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy 
musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

ALVES, R. Escutatória <<http://www.institutorubemalves.org.br/ rubem-alves/carpe-diem/cronicas/escutatoria-3/>>, Acesso em 26/08/2017. [Adaptado]

 
 

 
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), com base no texto 1.
( ) O título do texto pode ser considerado um neologismo, estabelecendo uma associação semântica com o termo “oratória”.

( ) Em “Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir” (1o parágrafo), os termos sublinhados expressam sentidos totalizantes e opostos, com valores assertivo e negativo, respectivamente.

( ) A citação, no segundo parágrafo, deveria ser precedida do sinal de dois-pontos depois de “que”, em conformidade com a norma culta da língua escrita, de forma a indicar claramente que se trata de discurso direto.

( ) O uso de expressões em primeira pessoa do singular e do plural confere um efeito dialógico ao texto, criando uma aproximação com o leitor.

( ) O uso de citações e paráfrases no decorrer do texto prejudica a argumentação, pois quebra a objetividade construída através do relato de fatos cotidianos.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 
A
V • V • F • V • F
B
V • V • F • F • V
C
 V • F • V • V • F 
D
F • V • V • F • F
E
F • F • F • V • V
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TRE-RS Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 O impacto das regras eleitorais sobre a estrutura da
representação política é bastante debatido na literatura. Desde
as chamadas Leis de Duverger, postuladas na década de 50 do
4 século passado, há grande discussão sobre os efeitos dos tipos
de sufrágio na conformação do sistema partidário e da
representação parlamentar. Em termos gerais, argumenta-se
7 que, devido aos efeitos mecânicos e psicológicos das normas
de competição eleitoral, as eleições majoritárias de turno único
induzem ao bipartidarismo, ao passo que as majoritárias de
10 dois turnos e as eleições proporcionais, em distritos de grande
magnitude, fomentam o multipartidarismo.
No caso do Congresso Nacional, ainda que as disputas
13 eleitorais para as duas Casas estejam sujeitas a incentivos
institucionais comuns — como a estrutura federativa do país e
as eleições presidenciais de dois turnos —, é possível esperar
16 que as distintas formas de representação adotadas para a
Câmara e o Senado tenham impacto sobre as respectivas
configurações partidárias, ou seja, resultem em diferentes
19 cenários políticos nos quais se deverão dar as negociações,
quer entre senadores e deputados, quer entre parlamentares e
o Poder Executivo.
22 Não se podem desconsiderar fatores extraeleitorais
que alteram a composição partidária das legislaturas e,
portanto, podem interferir na taxa de divergência. Como
25 exemplos, vale destacar a criação, o desaparecimento ou a
fusão de legendas e a migração partidária. Sem dúvida, parte
das diferenças intercamerais observadas se deve a ocorrências
28 dessa natureza, porém é plausível supor que a incongruência
nas eleições é um fator de destaque, talvez o mais decisivo,
para as diferenças partidárias observadas entre as Casas.

Paulo Magalhães Araújo. Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil: revisão de projetos presidenciais entre 1989 – 2010. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).
Mantêm-se a correção gramatical e a coerência do texto Bicameralismo e Poder Executivo no Brasil ao se substituir
A
“plausível” (L.28) por incongruente
B
“conformação” (L.5) por constituição
C
“ao passo que” (L.9) por na medida que
D
“adotadas” (L.16) por adotada
E
“resultem” (L.18) por acarretem
Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRE-PE Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Desde 1824, o Brasil elege representantes para a
Câmara dos Deputados. Durante o Império, eles eram
escolhidos por diferentes modelos de representação majoritária.
4 Até 1880, o sistema de votação era feito em dois níveis: os
votantes elegiam os eleitores (primeiro nível), que, por sua vez,
escolhiam os representantes para a Câmara dos Deputados
7 (segundo nível).
Em 1881, as eleições passaram a ser realizadas de
forma direta para a escolha desses cargos. De 1889 a 1930
10 (Primeira República), os sistemas eleitorais utilizados eram
variações do modelo majoritário. O mais duradouro
(1904-1930) dividia os estados em distritos eleitorais de cinco
13 representantes; o eleitor podia votar em até quatro candidatos
e ainda podia votar no mesmo candidato mais de uma vez.
Nesse período, as eleições para presidente e para a Câmara dos
16 Deputados eram marcadas por fraudes em larga escala e por
reduzida participação eleitoral.
Em 1932, foi criado o primeiro Código Eleitoral
19 brasileiro, que constituiu o primeiro passo para a consolidação
de uma democracia efetiva: as mulheres passaram a ter o
direito ao voto; foi criada a justiça eleitoral — que ficou com
22 a responsabilidade de organizar o alistamento, as eleições,
a apuração dos votos e a proclamação dos eleitos; foram
tomadas medidas para garantir o sigilo do voto. Cabe ressaltar
25 que, até a década de 30 do século passado, nenhum partido
ou movimento político com alguma expressão defendeu
a introdução da representação proporcional no país. Tal tarefa
28 deveu-se basicamente ao trabalho de alguns poucos
intelectuais, e dois deles (Assis Brasil e João Cabral)
participaram da redação do Código Eleitoral de 1932.

Marina Almeida Morais. Reforma eleitoral no Brasil: uma análise do sistema de sufrágio brasileiro e a possibilidade do voto distrital. In: Revista Jurídica do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás. N.º IX - Goiânia: TRE/GO, 2014. Internet: <www.justicaeleitoral.jus.br> (com adaptações).
A correção gramatical e o sentido original do texto Reforma eleitoral no Brasil:... seriam mantidos caso se substituísse
A
“o sigilo” (L.24) por a segurança​
B
“introdução” (L.27) por existência​
C
“elege” (L.1) por escolhe
D
“reduzida” (L.17) por singela
E
“consolidação” (L.19) por advento
Página 4 de 18