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Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Texto Associado Texto Associado
Camelos e beija-fores...

A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
(Rubem Alves)
Ao confrontar “estórias” e “histórias”, o texto estabelece pares antitéticos com palavras ou expressões. Assinale a opção em que, respectivamente, essa oposição NÃO se evidencia.
A
“beija-fores” / “camelos”.
B
“coisas que não aconteceram nunca” / “coisas que aconteceram de verdade”.
C
“tempo do nunca mais” / “era uma vez, há muito tempo”. 
D
"tempo da ressurreição”/ “tempo da morte”.
E
“mito de Narciso” / “referência a Guimarães Rosa e ao Tutameia”. 
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Texto Associado Texto Associado
Camelos e beija-fores...

​A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
(Rubem Alves) 
O texto de Rubem Alves é uma crônica. Ao compará-lo com as características desse gênero, só NÃO é correto afrmar
A
O texto assume um caráter narrativo em função, inclusive dos personagens
B
O texto assume um caráter poético, simplesmente, em função da referência que faz ao camelo e ao beija-for
C
A pergunta retórica “Qual é a diferença?” (5º§) funciona como um convite à refexão do leitor
D
Embora apresente uma linguagem mais subjetiva, pode-se apreender, com clareza, a defesa de um posicionamento
E
Em “A história nos leva para o tempo” (8º§), a presença da primeira pessoa do plural no pronome funciona como estratégia de aproximação com o leitor
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Para a instalação de um servidor Tomcat deve-se levar em consideração que:

( ) Somente roda em ambiente Red Hat e Debian Linux.
( ) Não se integra a um servidor web Apache ou o IIS (Internet Information Services).
( ) Para ser executado precisa de uma Máquina Virtual Java (JVM).

Atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) em cada defnição e identifque a alternativa que apresenta a sequência correta (de cima para baixo)
A
F - F - V
B
F - F - F
C
V - F - V
D
V - V - F
E
V - V - V
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Em um ambiente de virtualização, utilizando-se do Vmware, existe a necessidade de migrar uma VM (Machine Virtual) para outro servidor físico, sem interromper seu funcionamento. Para tanto, deve-se utilizar o.
A
vConnection
B
vData
C
vTransfer
D
vMotion
E
vMove
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Em um ambiente Linux, utilizando-se dos conceitos de permissões do comando umask, são respectivamente, por padrão, a permissão máxima para a criação de um diretório e a permissão máxima para a criação de um novo arquivo
A
777 e 666
B
777 e 888
C
666 e 777
D
555 e 666
E
888 e 777
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Na hora de implementar um gerenciamento de redes é mais interessante adotar a versão 3 do SNMP (Simple Network Management Protocol) principalmente por apresentar.
A
auditoria tanto do controle dos sistemas de software como de hardware
B
melhoria de performance e comunicação gerente-paragerente 
C
monitoração em tempo real e comunicação agentepara-gerente
D
ampliação dos comandos de operações básicas de gerenciamento
E
implementação na segurança como privacidade, autenticação e controle de acesso 
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Quanto ao MPLS (MultiProtocol Label Switching), analise as afrmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta (de cima para baixo):

( ) Pode utilizar o ATM (Asynchronous Transfer Mode) como rede de acesso.
( ) Este protocolo não permite a criação de uma VPN (Virtual Private Network).
( ) O MPLS pode encapsular pacotes de vários protocolos de rede.
A
V - V - V
B
V - V - F
C
V - F - V
D
F - F - V
E
F - F - F
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Quanto aos requisitos básicos de Qualidade de Serviço (QoS - Quality of Service) complete a tabela abaixo

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente a tabela.
Imagem da Questão
A
1 baixa - 2 alta - 3 alta - 4 baixa
B
1 baixa - 2 baixa - 3 alta - 4 alta
C
1 alta - 2 baixa - 3 alta - 4 alta
D
1 baixa - 2 alta - 3 baixa - 4 alta
E
1 alta - 2 alta - 3 baixa - 4 baixa 
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
O formato completo do cabeçalho do protocolo UDP (User Datagram Protocol) é de apenas 4 (quatro) campos, que são
A
fags + porta de destino + tipo de serviço + Checksum
B
porta de origem + porta de destino + comprimento da mensagem + Checksum
C
porta de origem + porta de destino + fags + ACK
D
porta de origem + porta de destino + tamanho do cabeçalho + fags
E
porta de origem + fags + comprimento da mensagem + tamanho total
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Suporte Técnico
Em um ambiente que é utilizado a notação CIDR (Classless Inter-Domain Routing) a máscara de rede a ser adotada em uma rede de comprimento 26 ou /26 será
A
255.192.255.0
B
255.192.0.0
C
255.255.255.192
D
255.255.192.0
E
255.255.192.255
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