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Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
A observação dos elementos não-verbais do texto é responsável pelo entendimento do humor sugerido. Nesse sentido, a evolução do homem e do computador, através de tais elementos, deve ser entendida como:
Imagem da Questão
A
complementar
B
semelhante
C
confitante
D
antitética
E
idealizada
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Assinale a opção em que o vocábulo “que” em destaque, embora também cumpra papel coesivo, exerça função morfossintática distinta da dos demais.
A
“ou situação que ela representa” (3º§).
B
“posso garantir que se trata de uma verdade” (1º§).
C
“para quem quer saber o que é e como funciona” (1º§)
D
“está sempre presente nas piadas que circulam” (1º§).
E
“porque se trata de um corpus que, além de expor traços” (2º§).
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Texto I

      Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afirmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo.[...]

      Mas as piadas também podem servir de suporte empírico para uma teoria mais aprofundada e sofisticada de como funciona uma língua, especialmente porque se trata de um corpus que, além de expor traços do que nela é sistemático (gramatical) e, paradoxalmente, “desarrumado”, contribui para deixar muito claro que uma língua funciona sempre em relação a um contexto culturalmente relevante e que cada texto requer uma relação com outros textos. [...]

      A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho. Praticamente cada segmento da língua deriva para outro sentido, presta-se a outra interpretação, por razões variadas. Pelo menos, é o que as piadas mostram. E elas não são poucas. Ou, no mínimo, nós as ouvimos muitas vezes.
(POSSENTI, Sírio. O humor e a língua. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, SBPC, v.30, n.176, out. 2001)
No início do último parágrafo, o autor faz referência a uma conclusão e, por meio da construção verbal “nos ensinaram”, assume uma estratégia de:
A
alheamento
B
distanciamento
C
generalização
D
imparcialidade
E
descontração
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
No trecho “Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista:”, a preposição em destaque ocorre em função de uma exigência de regência. Dentre as frases abaixo, assinale aquela em se verifca um ERRO no emprego do termo regido em destaque.
A
O supervisor chamou todos os funcionários.
B
O adiamento do evento implicará em corte de verbas. 
C
Eles não se esqueceram da data da audiência. 
D
Os candidatos visavam a um resultado efciente.
E
Perdoaram aos agressores. 
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
A conjunção “Mas” que introduz o segundo parágrafo cumpre papel coesivo e tem seu emprego justifcado pela seguinte razão:
A
introduz uma opinião contrária à do autor. 
B
ratifca a informação imediatamente anterior.
C
contrapõe aspectos excludentes no estudo das piadas.
D
expõe a fragilidade da informação que a antecede. 
E
desenvolve uma oposição já referida anteriormente.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
“A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho.” (3º§)
Ao aproximar, semanticamente, a língua de um espelho, o autor emprega a seguinte fgura de linguagem
A
Hipérbole.
B
Metáfora.
C
Eufemismo.
D
Símile.
E
Prosopopeia.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
"A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho.” (3º§)
Sabendo tratar-se de um período composto, estrutura mais complexa na língua, analise as afrmações abaixo.

I. A segunda oração é “que uma língua não é clara e relacionada diretamente a um fato ou situação” e exerce a função sintática de predicativo.
II. Ocorrem, no período, duas orações subordinadas adverbiais de valores semânticos distintos.
III. O trecho “a um fato ou situação” exemplifca termos coordenados entre si.
IV. A primeira oração classifca-se como subordinada substantiva subjetiva.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afrmativas incorretas.
A
I e II, apenas
B
II e IV, apenas
C
III, apenas
D
I e III, apenas
E
IV, apenas
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afrmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo.[...] Mas as piadas também podem servir de suporte empírico para uma teoria mais aprofundada e sofsticada de como funciona uma língua, especialmente porque se trata de um corpus que, além de expor traços do que nela é sistemático (gramatical) e, paradoxalmente, “desarrumado”, contribui para deixar muito claro que uma língua funciona sempre em relação a um contexto culturalmente relevante e que cada texto requer uma relação com outros textos. [...] A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho. Praticamente cada segmento da língua deriva para outro sentido, presta-se a outra interpretação, por razões variadas. Pelo menos, é o que as piadas mostram. E elas não são poucas. Ou, no mínimo, nós as ouvimos muitas vezes.
(POSSENTI, Sírio. O humor e a língua. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, SBPC, v.30, n.176, out. 2001) 
A análise do emprego dos tempos verbais em “Há algum tempo, venho estudando as piadas”(1º§) revela que, semanticamente, as duas formas em destaque indicam, nessa ordem, as noções de:
A
passado e continuidade.
B
presente e projeto futuro
C
simultaneidade e presente
D
ordem e suposição.
E
futuro e constatação.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afrmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo.[...] Mas as piadas também podem servir de suporte empírico para uma teoria mais aprofundada e sofsticada de como funciona uma língua, especialmente porque se trata de um corpus que, além de expor traços do que nela é sistemático (gramatical) e, paradoxalmente, “desarrumado”, contribui para deixar muito claro que uma língua funciona sempre em relação a um contexto culturalmente relevante e que cada texto requer uma relação com outros textos. [...] A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho. Praticamente cada segmento da língua deriva para outro sentido, presta-se a outra interpretação, por razões variadas. Pelo menos, é o que as piadas mostram. E elas não são poucas. Ou, no mínimo, nós as ouvimos muitas vezes.
(POSSENTI, Sírio. O humor e a língua. Ciência Hoje. Rio de Janeiro, SBPC, v.30, n.176, out. 2001) 
Em relação ao texto, é correto afrmar que:
A
emprega a pessoalidade gramatical uma vez que não pretende explicitar um posicionamento. 
B
ao se preocupar com a dimensão social das piadas, o autor deixa de lado os aspectos linguísticos. 
C
 aborda, através de um recorte específco e também linguístico, um tema bastante corriqueiro em sociedades de diferentes épocas. 
D
aponta a necessidade de estudar as piadas fora dos contextos sociais em que são produzidas. 
E
 a diversidade de temas que compõe as piadas difculta a apreensão dos sentidos que ela produz.
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