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Ano: 2018 Banca: UFG Órgão: SANEAGO Prova: Analista - Analista de Sistemas
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Resgatar as receitas é convocar as “almas” com o perfume doce das damas-da-noite que habitam as frestas dos muros desgastados de adobe e as tortuosas ruas de pedras. Almas que habitam os quintais sombreados pelas mangueiras. É evocar frases e sons retidos na argamassa das paredes de taipas. É trazer novamente as luzes e o brilho das licoreiras de cristal e dos saraus no Palácio Conde dos Arcos. Ouvir ecos das vozes recitando poemas no Clube Literário. É sentir o calor do abraço de despedida e o som dos pés se arrastando na procissão. É, quase possível, ouvir o órgão e as velas escorrendo dos castiçais na Igreja Boa Morte. Os latidos dos cães no mercado. A voz longínqua do vendedor de bolo de arroz na tarde quente. As “almas” das coisas podem re-existir, tocar corações, sussurrar lembranças, habitar cozinhas modernas, pessoas diversas em outras cidades e países. Só a Arte, aqui a arte culinária, permite esse trânsito, subvertendo o espaço-tempo linear, conduzindo a memória de cada um a lugares esquecidos, lugares nunca visitados – enriquecer o cotidiano trivial de cada um. Uma fatia de bolo pode sim, como diz Proust, conter toda uma infância, uma cidade, um estado e um país.
LIMA, Ana Chrisitna da Rocha. Nádia Köller – memórias e receitas de Goyaz. Goiânia: Eclea, 2017. p. 13.
Predominam no texto as características da composição literária, e os sentidos, em todo o texto, são produzidos por meio do mecanismo da 
A
pressuposição. 
B
sinestesia.
C
comparação.
D
sinédoque.
Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: CMS Prova: Analista - Tecnologia da Informação
Texto Associado Texto Associado
Orgânico por um bom motivo

Chico Junior, O Globo, 25/11/2017 (fragmento) O mundo caminha para um consumo cada vez maior de alimento orgânico. A Dinamarca, por exemplo, começou há 25 anos uma política agrícola-ambiental que vai torná-la, até 2020, o primeiro país do mundo a ter sua produção de alimentos 100% orgânica. Está conseguindo isso graças a um forte trabalho de conscientização e por intermédio de subsídios aos pequenos agricultores. Resumidamente, o alimento orgânico também pode ser chamado de agroecológico – a agroecologia pode ser definida como o estudo da agricultura a partir de uma perspectiva ecológica. É aquele produzido de forma sustentável, respeitando-se e não agredindo o meio ambiente e não utilizando fertilizantes químicos e, muito menos, os defensivos agrícolas químicos, os chamados agrotóxicos. Diga-se de passagem que o Brasil é o país que mais usa agrotóxico no mundo, inclusive vários que são proibidos em diversas partes do planeta, banidos da Europa e dos Estados Unidos. A produção e consumo de orgânicos se dão por duas razões básicas: aumento do que chamamos de consciência ecológica e o desejo de se consumirem alimentos mais saudáveis. No Brasil caminha-se ainda lentamente, mas caminha-se, o que faz com que os produtos ainda sejam caros e fora do alcance da maioria. Mas o fato é que a produção vem aumentando ano a ano e os preços, de maneira geral, diminuindo.
O segmento do texto 1 que NÃO apresenta uma marca metalinguística é:
A
“Resumidamente, o alimento orgânico também pode ser chamado de agroecológico"; 
B
“a agroecologia pode ser definida como o estudo da agricultura a partir de uma perspectiva ecológica”;
C
“É aquele produzido de forma sustentável”;
D
“e, muito menos, os defensivos agrícolas químicos, os chamados agrotóxicos”;
E
“inclusive vários que são proibidos em diversas partes do planeta”.
Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: CMS Prova: Analista - Tecnologia da Informação
Texto Associado Texto Associado
Orgânico por um bom motivo

Chico Junior, O Globo, 25/11/2017 (fragmento) O mundo caminha para um consumo cada vez maior de alimento orgânico. A Dinamarca, por exemplo, começou há 25 anos uma política agrícola-ambiental que vai torná-la, até 2020, o primeiro país do mundo a ter sua produção de alimentos 100% orgânica. Está conseguindo isso graças a um forte trabalho de conscientização e por intermédio de subsídios aos pequenos agricultores. Resumidamente, o alimento orgânico também pode ser chamado de agroecológico – a agroecologia pode ser definida como o estudo da agricultura a partir de uma perspectiva ecológica. É aquele produzido de forma sustentável, respeitando-se e não agredindo o meio ambiente e não utilizando fertilizantes químicos e, muito menos, os defensivos agrícolas químicos, os chamados agrotóxicos. Diga-se de passagem que o Brasil é o país que mais usa agrotóxico no mundo, inclusive vários que são proibidos em diversas partes do planeta, banidos da Europa e dos Estados Unidos. A produção e consumo de orgânicos se dão por duas razões básicas: aumento do que chamamos de consciência ecológica e o desejo de se consumirem alimentos mais saudáveis. No Brasil caminha-se ainda lentamente, mas caminha-se, o que faz com que os produtos ainda sejam caros e fora do alcance da maioria. Mas o fato é que a produção vem aumentando ano a ano e os preços, de maneira geral, diminuindo.
Ao dizer que “O mundo caminha para um consumo cada vez maior de alimento orgânico”, o autor do texto 1 apela para um tipo de figura de linguagem caracterizada pela:
A
personificação de seres inanimados;
B
utilização de um todo significando uma parte; 
C
comparação entre um termo real e um figurado;
D
repetição enfática de termos;
E
presença de termos de significação oposta.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
A observação dos elementos não-verbais do texto é responsável pelo entendimento do humor sugerido. Nesse sentido, a evolução do homem e do computador, através de tais elementos, deve ser entendida como:
Imagem da Questão
A
complementar
B
semelhante
C
confitante
D
antitética
E
idealizada
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Texto Associado Texto Associado
“A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho.” (3º§) 
 Ao aproximar, semanticamente, a língua de um espelho, o autor emprega a seguinte fgura de linguagem
A
Hipérbole
B
Metáfora
C
Eufemismo
D
Símile
E
Prosopopeia
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
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Texto

Camelos e beija-flores... (Rubem Alves)

      A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários.

      Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...”

      Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confiando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-flores, só falou de camelos. Foram-se os beija-flores engolidos pelos camelos...

      Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afirmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.”

      Qual é a diferença? É simples. Quando minha filha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao final, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu ficava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...”

      A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão definitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...]

      Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me reflete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...]

      A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma.

      Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-flores...
“A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...”(5º§)
No último período, ocorre um jogo de palavras entre os advérbios explicitando a seguinte figura de linguagem
A
ironia
B
eufemismo
C
paradoxo
D
personifcação
E
antítese
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
“A conclusão óbvia é que uma língua não é como nos ensinaram: clara e relacionada diretamente a um fato ou situação que ela representa como um espelho.” (3º§)
Ao aproximar, semanticamente, a língua de um espelho, o autor emprega a seguinte fgura de linguagem
A
Hipérbole.
B
Metáfora.
C
Eufemismo.
D
Símile.
E
Prosopopeia.
A frase em que a redundância está ausente é: 
A
“Ninguém jamais se afogou em seu próprio suor”. (Ann Landers)
B
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. (Chico Xavier)
C
“Espero que sua vida seja tão inteira como duas metades”. (anônimo)
D
“Todos os funcionários receberam um prêmio adicional extra por seu desempenho”. (Cartaz em lanchonete)
E
“Os cemitérios estão cheios de gente insubstituível”. (Charles De Gaulle)
A polissemia – possibilidade de uma palavra ter mais de um sentido – está presente em todas as frases abaixo, EXCETO em: 
A
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje
B
CBN: a rádio que toca a notícia
C
Na vida tudo é passageiro, menos o motorista
D
Os dentes do pente mordem o couro cabeludo
E
Os surdos da bateria não escutam o próprio barulho
A frase abaixo que exemplifica uma incoerência é: 
A
“O que vem fácil, vai fácil”. (Geoffrey Chaucer)
B
“Se você deseja atingir o ponto mais alto, comece pelo mais baixo”. (Ciro, o Jovem)
C
“Perseverança não é uma corrida longa, são muitas corridas curtas, uma após a outra”. (Walter Elliot)
D
“Nossa maior glória não é nunca cair, mas sim levantar toda vez que caímos”. (Oliver Goldsmith)
E
“Seja breve, não importa quanto tempo isto leve”. (Saul Gorn). 
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