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Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 14.
1 - Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maioria das pessoas. Não existiam
expectativas de que uma porção significativa da vida transcorresse distante dos olhares alheios.
2 - A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais impressionantes da civilização moderna,
dependeu de outra realização, ainda mais impressionante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte
das pessoas obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade
vieram a surgir.
3 - A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque hoje. A situação nos
faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico - e
portanto um estado de coisas transitório.
4 - Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.
Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna Zuboff define como "capitalismo de vigilância" - a transformação de
nossos dados pessoais em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão
rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.
5 - Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quando sabemos estar sendo observados.
A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado, e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos - não o que
desejamos que os outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso requererá a criação de
diversas leis.
(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.- (4o parágrafo)
Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão rotineira das transações... (4o parágrafo)
A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana... (3o parágrafo)
No contexto, os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A
riqueza - vigilância - existência humana.
B
privacidade - futuro - privacidade.
C
privacidade - futuro - existência humana.
D
riqueza - futuro - privacidade.
E
privacidade - vigilância - privacidade.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 14.
1 - Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maioria das pessoas. Não existiam
expectativas de que uma porção significativa da vida transcorresse distante dos olhares alheios.
2 - A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais impressionantes da civilização moderna,
dependeu de outra realização, ainda mais impressionante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte
das pessoas obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade
vieram a surgir.
3 - A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque hoje. A situação nos
faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico - e
portanto um estado de coisas transitório.
4 - Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la.
Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna Zuboff define como "capitalismo de vigilância" - a transformação de
nossos dados pessoais em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão
rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.
5 - Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quando sabemos estar sendo observados.
A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado, e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos - não o que
desejamos que os outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso requererá a criação de
diversas leis.
(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
Considere as afirmações abaixo.
I. No texto, relaciona-se o advento da privacidade ao surgimento das classes médias, que puderam dispor de recursos
financeiros suficientes para controlar o espaço físico que habitavam.
I I . Se, por um lado, o acúmulo de riqueza garantiu que a privacidade se tornasse um direito, por outro, são empresas dotadas
de capital que invadem a privacidade alheia hoje.
I I I . Como se deu no passado, apenas os que possuem condições financeiras favorecidas serão capazes de se proteger da
invasão digital à privacidade.
Está correto o que se afirma APENAS em
A
I e I I .
B
I I e I I I .
C
I.
D
I e I I I .
E
I I I .
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br)
É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. (4o parágrafo)
Sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, as relações de sentido e a correção do segmento acima estarão preservadas
caso se substitua o elemento sublinhado por
A
Conquanto
B
Embora
C
Porquanto
D
Conforme
E
Todavia
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br)
Está correta a redação da frase que se encontra em:
A
Substituímos, pelas galerias de fotos digitais, de nossos dispositivos móveis o antigo álbum de família.
B
Imagens são importantes, desde que se considerem que milhares de fotos não tem a capacidade de superar a intensidade
de uma experiência.
C
Conforme seja importante viver cada momento com intensidade, onde as relações afetivas estão sendo solapadas na
solidão digital coletiva.
D
Devido às rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação, os antigos modelos de negócio foram postos em
xeque.
E
Formas tradicionais de gestão, quando não apresentam capacidade de inovação e criatividade não sobrevive no mercado.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br)
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. (5o parágrafo)
Mantendo as relações de sentido e a correção, as frases acima podem ser articuladas em um único período do seguinte
modo:
A
Ao ficarem reféns da superficialidade, uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. 
B
Embora ficamos reféns da superficialidade, uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.
C
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência: contudo, ficamos reféns da superficialidade. 
D
Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência, de modo que ficamos reféns da superficialidade
E
Conforme se ficam reféns da superficialidade, cuja enxurrada de estímulos dispersa a inteligência.
Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br
No texto, sustenta-se que, na atualidade,
A
as mudanças advindas das plataformas digitais garantiram a sobrevivência das organizações tradicionais, que se tornaram
velozes e de baixo custo.
B
o modo desmedido com que se acumulam fotografias digitais é comparável à forma desordenada com que se consomem
informações fragmentadas e em excesso.
C
as relações afetivas são vividas mais intensamente, uma vez que a navegação no espaço virtual reduziu a distância material
entre as pessoas.
D
o registro dos acontecimentos através da fotografia digital cristaliza sentimentos que de outro modo se perderiam na
fugacidade do momento.
E
os diversos estímulos que nos são oferecidos quando consumimos informações provenientes de diferentes fontes incitam
o senso crítico e a capacidade intelectual.
Texto Associado Texto Associado
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. 

 
O texto é construído a partir de uma narrativa. A característica fundamental desse modo de organização do texto é a de  
A
destacar características de pessoas e lugares. 
B
apresentar ideias fundamentadas em argumentos.  
C
convencer pessoas a mudar crenças e atitudes.
D
expor fatos e acontecimentos em ordem cronológica. 
E
relatar episódios da vida cotidiana de carga humorística.  
Texto Associado Texto Associado
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. 

 
No caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.” Essa pergunta teria valor de 
A
justificar a compra de todos os maços de espinafre.  
B
ironizar a atitude da senhora que comprara o espinafre. 
C
tentar identificar uma freguesa desconhecida. 
D
elogiar a preocupação da freguesa com seus clientes.  
E
indicar a necessidade maior de produtos pelos restaurantes.  
Texto Associado Texto Associado
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. 

 
Assinale a opção que apresenta o objetivo final do texto.  
A
Criticar as greves e o oportunismo político. 
B
Mostrar a força dos movimentos populares. 
C
Defender o direito à greve dos trabalhadores.  
D
Destacar comportamentos inadequados nas crises.  
E
Denunciar a falta de autoridade no país.  
“No caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.” Nesse trecho, o termo “caixa” passou a ser aparentemente masculino, mas, na verdade, ocorreu aí uma elipse de um termo masculino “o funcionário da caixa.” O substantivo a seguir em que ocorre uma idêntica elipse que causa aparente mudança de gênero é:  
A
o celular / o telefone celular.  
B
o Municipal / o teatro Municipal.  
C
a capital / a cidade capital. 
D
o Palmeiras / o time do Palmeiras.  
E
a lava-jato / a operação lava-jato.  
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