Questões

Total de Questões Encontradas: 188

Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
Texto Associado Texto Associado
Texto

Camelos e beija-flores... (Rubem Alves)

      A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários.

      Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...”

      Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confiando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-flores, só falou de camelos. Foram-se os beija-flores engolidos pelos camelos...

      Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afirmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.”

      Qual é a diferença? É simples. Quando minha filha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao final, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu ficava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...”

      A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão definitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...]

      Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me reflete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...]

      A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma.

      Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-flores...
O pronome destacado cumpre papel coesivo, mas também sintático na oração. Assim, sintaticamente, ele deve ser classifcado como
“A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...”(5º§)
A
adjunto adnominal
B
objeto direto
C
complemento nomina
D
objeto indireto
E
predicativo
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
O emprego do pronome demonstrativo em ‘Ele começa o Tutameia com esta afrmação:” (4º§) está correto uma vez que
Camelos e beija-fores... (Rubem Alves)

A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
A
é catafórico e antecipa a informação que será apresentada
B
faz referência temporal e reporta a um tempo específco
C
é anafórico e resgata um referente anteriormente citado
D
cumpre função espacial indicando a proximidade do emissor
E
indica uma referência textual genérica sem necessidade de especifcação
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
Texto Associado Texto Associado
Camelos e beija-fores... (Rubem Alves)

A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
Em “Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’.” (2º§), ocorrem dois períodos. Quanto ao correto emprego da pontuação, de acordo com a Norma, faz-se um comentário adequado em
A
O primeiro ponto fnal deveria ser substituído por uma vírgula
B
Deveria haver uma vírgula antes de cada uma das duas ocorrências do pronome “eu”
C
Seria obrigatório o emprego de um ponto e vírgula no lugar do primeiro ponto fna
D
Depois de cada uma das duas ocorrências do verbo “dizer” deveria ser empregada uma vírgula
E
Caso o primeiro ponto fosse suprimido, não haveria prejuízo para a estrutura sintática do período
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
Texto Associado Texto Associado
Camelos e beija-fores... (Rubem Alves)

A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
Ao confrontar “estórias” e “histórias”, o texto estabelece pares antitéticos com palavras ou expressões. Assinale a opção em que, respectivamente, essa oposição NÃO se evidencia
A
“beija-fores” / “camelos”
B
“coisas que não aconteceram nunca” / “coisas que aconteceram de verdade”
C
“tempo do nunca mais” / “era uma vez, há muito tempo”
D
“tempo da ressurreição”/ “tempo da morte”
E
“mito de Narciso” / “referência a Guimarães Rosa e ao Tutameia”
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Técnico Judiciário - Programador de Computador
Texto Associado Texto Associado
Camelos e beija-fores... (Rubem Alves)

A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários. Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...” Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-fores, só falou de camelos. Foram-se os beija-fores engolidos pelos camelos... Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afrmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.” Qual é a diferença? É simples. Quando minha flha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao fnal, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu fcava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...” A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão defnitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...] Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me refete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...] A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma. Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-fores...
O texto de Rubem Alves é uma crônica. Ao compará-lo com as características desse gênero, só NÃO é correto afrmar
A
O texto assume um caráter narrativo em função, inclusive dos personagens. 
B
O texto assume um caráter poético, simplesmente, e
C
A pergunta retórica “Qual é a diferença?” (5º§) funciona como um convite à refexão do leitor.
D
Embora apresente uma linguagem mais subjetiva, pode-se apreender, com clareza, a defesa de um posicionamento. 
E
 Em “A história nos leva para o tempo” (8º§), a presença da primeira pessoa do plural no pronome funciona como estratégia de aproximação com o leitor
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Assinale a alternativa tecnicamente correta quanto ao conceito básico de Proxy Reverso
A
servidor que recebe requisições de aplicações de clientes da internet e entrega a um único ponto de acesso à rede local
B
equipamento ou hardware de rede utilizado para a interligação de redes idênticas mas com protocolos distintos
C
equipamento ou dispositivo de rede usado para fazer a comutação de protocolos com topologias diferentes de rede
D
dispositivo de rede que cria uma rede agregada a partir de várias redes de computadores ou vários segmentos de rede
E
dispositivo ou hardware de rede que demodula o sinal analógico recebido da internet e converte para o formato digital original
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Assinale, das alternativas abaixo, a única que identifca corretamente as características técnicas dos protocolos TCP (Transmission Control Protocol) e UDP (User Datagram Protocol)
A
o TCP pertence a camada de transporte e o UDP à camada de rede do modelo OS
B
o protocolo UDP é melhor para transmitir dados pouco sensíveis, como fuxos de áudio e vídeo
C
o cabeçalho do protocolo UDP possui mais campos do que o cabeçalho do protocolo TCP
D
tanto o protocolo TCP como o UDP pertencem a camada três do modelo OS
E
o TCP é um protocolo mais rápido de transmissão de dados do que o protocolo UDP
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Necessita-se saber o endereço MAC (Media Access Control) em vários computadores com sistemas operacionais distintos. Para tanto, deve-se utilizar do comando
A
ipconfg no Windows, e ipconfg em ambientes Linux
B
ipconfg/all no Windows, e ifconfg/all em ambientes Linux
C
ifconfg no Windows, e ipconfg/all em ambientes Linux
D
ipconfg/all no Windows, e ifconfg em ambientes Linux 
E
ifconfg no Windows, e ifconfg em ambientes Linux
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
 Conforme a Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (ENTICJUD) - Resolução 211/2015 – CNJ, os novos sistemas de informação de procedimentos judiciais deverão:

I. estar disponibilizados tanto na intranet como na extranet do sistema jurídico;
II. ser somente projetos de software livre;
III. ser disponíveis para dispositivos móveis, sempre que possível;
IV. oferecer suporte para assinatura baseado em certifcado emitido por Autoridade Certifcadora credenciada na forma da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil);

Estão corretas as afrmativas:
A
somente a I e II
B
somente a II e III 
C
somente a III e IV
D
somente a I e III
E
somente a II e IV
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: Analista Judiciário - Analista de Suporte
Para acessar os triggers previamente criados e compilados no PostgreSQL deve-se utilizar o comando
A
SELECT * FROM SCHEMA_INFORMATION. TRIGGER
B
SELECT ALL TRIGGERS FROM INFORMATION_ SCHEMA
C
SELECT TRIGGERS FROM SCHEMA_INFORMATION
D
SELECT * FROM INFORMATION_SCHEMA. TRIGGERS
E
SELECT TRIGGERS FROM INFORMATION_SCHEMA
Página 12 de 19