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O que é assinatura digital?
A assinatura digital é uma modalidade de assinatura eletrônica, resultado de uma operação matemática que utiliza algoritmos de criptografia assimétrica e permite aferir, com segurança, a origem e a integridade do documento. A assinatura digital fica de tal modo vinculada ao documento eletrônico “subscrito” que, ante a menor alteração neste, a assinatura se torna inválida. A técnica permite não só verificar a autoria do documento, como estabelece também uma “imutabilidade lógica” de seu conteúdo, pois qualquer alteração do documento, como por exemplo a inserção de mais um espaço entre duas palavras, invalida a assinatura. Necessário distinguir assinatura digital da assinatura digitalizada. A assinatura digitalizada é a reprodução da assinatura autógrafa como imagem por um equipamento tipo scanner. Ela não garante a autoria e integridade do documento eletrônico, porquanto não existe uma associação inequívoca entre o subscritor e o texto digitalizado, uma vez que ela pode ser facilmente copiada e inserida em outro documento.
Disponível em: http://portal.trt23.jus.br/ecmdemo/public/trt23/Informese/assinaturaDigital. Acesso em: 02.12.2015.
De acordo com o texto, a
A
assinatura digitalizada distingue-se da assinatura digital por ser esta menos segura e confiável que aquela.
B
cópia da assinatura digitalizada torna-se difícil porque ela está subordinada à autenticação da autoria do documento.
C
assinatura digital serve ao objetivo de preservar a autenticidade de documentos previamente escaneados.
D
alteração de um documento com assinatura digital acarreta a invalidação da assinatura desse documento.
E
integridade de um documento com assinatura digital é garantida pela cópia fotográfica da assinatura subscrita.
Está pontuada corretamente, a frase:
A
Nascido em Cuiabá, em 1916 Manoel de Barros estreou, com o livro, Poemas Concebidos sem Pecado em 1937.
B
Cronologicamente vinculado, à Geração de 45, mas formalmente, ao Modernismo brasileiro, Manoel de Barros criou um estilo próprio.
C
Subvertendo a sintaxe e criando construções que não respeitam as normas da língua padrão, Manoel de Barros é comparado a Guimarães Rosa.
D
Em 1986, o poeta Carlos Drummond de Andrade declarou, que Manoel de Barros era o maior poeta brasileiro vivo.
E
Antonio Houaiss, um dos mais importantes filólogos e críticos brasileiros confessou nutrir, pela obra de Manoel de Barros grande admiração.
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De quati
Aparece um quati escoteiro. Decerto perseguido de cachorro. No chão é ente insuficiente o quati. Imita ser baleado. O rabo desequilibra de tanto rente na terra. Agora, se alcança árvore, quati arma banzé (1). Arreganha. Monta episódio. E até xinga cachorro. Igual é o tamanduá. Fora do mato, no limpo, tamanduá nega encrenca. Porém se encontra zamboada (2), vira gente. E
desafia cachorro, onça-pintada, tenente.
1. confusão, tumulto
2. moita formada por galhos e ramagens de árvores, cipós, trepadeiras
(BARROS, Manoel de. Livro de pré-coisas. In: Poesia completa. São Paulo, Leya, 2010, p. 235)
A frase redigida corretamente que traduz a mensagem do texto é:
A
O quati mantém-se valente enquanto está sob os galhos de uma árvore; do mesmo modo, o tamanduá torna-se irresoluto no meio do mato.
B
O quati possui hábitos semelhantes aos do tamanduá no que tange à reação diante de ameaças, as quais não os aflige quando estão em seus habitats.
C
O quati mostra-se frágil quando vê-se perseguido por cães no chão; em contra-partida, o tamanduá, hesita em reagir quando encontra-se fora do mato.
D
O quati e o tamanduá apresentam comportamentos análogos, na medida em que se tornam corajosos quando em um local que lhes sirva de abrigo.
E
O quati e o tamanduá são animais que se conservam intrépitos ao serem hostilizados por cães, especialmente fora dos meios onde sentem-se mais destros.
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De quati
Aparece um quati escoteiro. Decerto perseguido de cachorro. No chão é ente insuficiente o quati. Imita ser baleado. O rabo desequilibra de tanto rente na terra. Agora, se alcança árvore, quati arma banzé (1). Arreganha. Monta episódio. E até xinga cachorro. Igual é o tamanduá. Fora do mato, no limpo, tamanduá nega encrenca. Porém se encontra zamboada (2), vira gente. E
desafia cachorro, onça-pintada, tenente.
1. confusão, tumulto
2. moita formada por galhos e ramagens de árvores, cipós, trepadeiras
(BARROS, Manoel de. Livro de pré-coisas. In: Poesia completa. São Paulo, Leya, 2010, p. 235)
Um segmento que expressa ideia de causa, com relação ao trecho que o antecede imediatamente, está sublinhado em:
A
No chão é ente insuficiente o quati.
B
Agora, se alcança árvore, quati arma banzé.
C
Fora do mato, no limpo, tamanduá nega encrenca.
D
Monta episódio. E até xinga cachorro.
E
O rabo desequilibra de tanto rente na terra.
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O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
Está clara e correta a seguinte frase escrita a partir do texto:
A
As capacidades oferecidas pelo ecossistema local tem de ser aproveitadas para que se alcance níveis razoáveis de pobreza.
B
Não parece ser devidamente valorizado, nos debates ecológicos, a singularidade dos ecossistemas e a diversidade das culturas.
C
De acordo com Leonardo Boff, ainda predominam, nas discussões sobre cultura, o quantitativo sobre o qualitativo.
D
No se devem desconsiderar a importância das unidades inter-regionais, nacionais e internacionais, pois afetam à todos.
E
Certo tipo de vegetação e de geografia do terreno é o que caracteriza, em parte, uma biorregião.
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O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
A expressão sublinhada pode ser corretamente substituída, com o sentido preservado, em linhas gerais, e sem qualquer outra alteração no enunciado, pela expressão entre parênteses em:
A
Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra... (está superposto) − 2o parágrafo.
B
A biorregião se circunscreve numa área... (se limita a uma) − 3o parágrafo.
C
... uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual... (predisposta) − 3o parágrafo.
D
... a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade. (comprometida à) − 8o parágrafo.
E
O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo... (suplantar do) − 8o parágrafo.
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O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
O modelo ainda dominante nas discussões ecológicasprivilegia, em escala, o Estado e o mundo...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
A
é privilegiado.
B
sendo privilegiadas.
C
são privilegiados.
D
foi privilegiado.
E
são privilegiadas.
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O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
Assumem sentidos opostos, no texto, as expressões
A
cooperativas comunitárias e empresas familiares (7o parágrafo).
B
singularidade de seus muitos ecossistemas e diversidade das culturas (2o parágrafo).
C
biorregião e ecossistema local (5o parágrafo).
D
“viver melhor” e “bem viver e conviver” (8o parágrafo).
E
centralização e hierarquização (1o parágrafo).
Texto Associado Texto Associado
O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
O termo “glocal”, no contexto do 6o parágrafo, refere-se
A
à inter-relação de fatores regionais e mundiais.
B
ao conflito entre a iniciativa pública e a privada.
C
ao choque de interesses dos indivíduos e da comunidade.
D
à oposição entre biorregionalismo e aquecimento global.
E
ao relato de experiências culturais grupais e lógicas.
Texto Associado Texto Associado
O biorregionalismo como alternativa ecológica

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
Ao apresentar o biorregionalismo como alternativa ecológica, o autor
A
propõe o isolamento das comunidades em suas regiões, com a finalidade de combater a crise política.
B
defende o diálogo entre diversas culturas regionais, buscando uniformizar os costumes.
C
argumenta a favor do fim da economia de mercado, favorecendo as cooperativas familiares.
D
preconiza a exploração de recursos de uma determinada área, visando à sustentabilidade.
E
sugere o término do extrativismo em ecossistemas locais, para refrear o avanço do capitalismo.
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