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Texto Associado Texto Associado
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
1 - As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação puseram em xeque os antigos modelos de negócios. As novas
rotinas criadas a partir das plataformas digitais produziram um complexo cenário de incertezas. Vivemos um grande desafio.
2 - É preciso refletir sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação - rápida e de baixo
custo - serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.
Mas é preciso, também, que façamos uma autocrítica sobre o modo como vemos o mundo e a maneira como dialogamos com
ele.
3 - Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas
lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava.
4 - Agora fotografamos tudo compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos digitais de nossos
dispositivos móveis. Temos excesso de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Pensamos
que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de
um instante. É importante guardar imagens. Porém, é mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas
estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
5 - Algo análogo se dá com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. A fragmentação dos conteúdos
pode transmitir certa sensação de liberdade, já que não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do
nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da
superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica.
(Adaptado de: DI FRANCO, Carlos Alberto. Disponível em: opiniao.estadao.com.br
No texto, sustenta-se que, na atualidade,
A
as mudanças advindas das plataformas digitais garantiram a sobrevivência das organizações tradicionais, que se tornaram
velozes e de baixo custo.
B
o modo desmedido com que se acumulam fotografias digitais é comparável à forma desordenada com que se consomem
informações fragmentadas e em excesso.
C
as relações afetivas são vividas mais intensamente, uma vez que a navegação no espaço virtual reduziu a distância material
entre as pessoas.
D
o registro dos acontecimentos através da fotografia digital cristaliza sentimentos que de outro modo se perderiam na
fugacidade do momento.
E
os diversos estímulos que nos são oferecidos quando consumimos informações provenientes de diferentes fontes incitam
o senso crítico e a capacidade intelectual.
Texto Associado Texto Associado
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. 

 
No caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.” Essa pergunta teria valor de 
A
justificar a compra de todos os maços de espinafre.  
B
ironizar a atitude da senhora que comprara o espinafre. 
C
tentar identificar uma freguesa desconhecida. 
D
elogiar a preocupação da freguesa com seus clientes.  
E
indicar a necessidade maior de produtos pelos restaurantes.  
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NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. 

 
Assinale a opção que apresenta o objetivo final do texto.  
A
Criticar as greves e o oportunismo político. 
B
Mostrar a força dos movimentos populares. 
C
Defender o direito à greve dos trabalhadores.  
D
Destacar comportamentos inadequados nas crises.  
E
Denunciar a falta de autoridade no país.  
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NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018.
O segundo parágrafo do texto faz uma narrativa de um caso ocorrido em São Paulo durante a greve dos caminhoneiros.

Esse parágrafo tem a função textual de 
A
exemplificar um caso de dano moral.
B
comprovar a falta de consciência de nosso povo.  
C
demonstrar que as crises fazem surgir defeitos pessoais.  
D
relatar um caso de humor, apesar dos problemas.  
E
destacar os danos econômicos da crise. 
Texto Associado Texto Associado
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou
também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona,
diligente, havia conseguido algumas verduras e avisou à clientela.
Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No
caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.
Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada. Ela
explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto:
caramba, havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o
que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos,
filas nervosas nos postos de combustível – teve muito
comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas.
Governo, cedendo, também vou buscar o meu – tal foi o
comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018.
O título dado ao texto – Não faltou só espinafre – indica que houve falta de algo mais, explicitado no texto:
A
ganância.  
B
egoísmo. 
C
solidariedade.
D
vaidade.
E
inteligência.  
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Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
De acordo com o segundo parágrafo do texto, deve-se entender que o escritor José Saramago
A
encontrou na literatura uma forma de encarar e traduzir as intensas experiências emocionais.
B
valeu-se de sua vocação para escritor a fim de evitar ser atingido por algum excesso de pressão sentimental. 
C
tornou-se um criador celebrado por ter sabido ficar imune às vivências dolorosas que o atormentavam. 
D
resolveu exceder os limites da literatura, vivenciando de modo mais direto seus traumas afetivos.
E
buscou encontrar na literatura um consolo para poder suportar seus delírios passionais. 
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Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
O escritor José Saramago defende nesse texto a ideia de que 
A
as motivações mais importantes da nossa vida são inteiramente acidentais, o que significa que o acaso pode ser o melhor regente das nossas decisões.
B
a força interior é decisiva, advindo sempre da nossa incansável obstinação em realizar um objetivo em cujo foco desde o início nos concentramos. 
C
os fatos alheios à nossa vontade fazem com que se adie muito a resolução de problemas que deveriam ser resolvidos pelo recurso imediato da análise racional. 
D
a desorganização das nossas ideias impede de vez o amadurecimento das decisões que deveriam nos orientar melhor no rumo de nossa vida.
E
as necessidades vitais podem ser supridas a partir do momento em que, dentro de nós, amadureça uma força íntima capaz de atendê-las. 
Texto Associado Texto Associado
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos. Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas? A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo, segurança e status social. 

 
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto que quase ninguém ainda possui. Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas. O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa. O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano. No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição. 

DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
No trecho “Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto que quase ninguém ainda possui.” (. 27-32), os dois pontos poderiam ser substituídos, sem alterar a relação entre as ideias, por
A
mas
B
para
C
embora
D
porque
E
portanto
Texto Associado Texto Associado
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos. Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas? A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo, segurança e status social. 

 
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto que quase ninguém ainda possui. Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas. O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa. O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano. No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição. 

DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
A ideia a que a expressão destacada se refere está explicitada adequadamente entre colchetes em:
A
"relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área” (. 5-8) [experiências de realidade virtual]
B
“tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos” (. 8-9) [inteligência artificial]
C
“a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada” (. 27-28) [segurança]
D
“O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina” (. 40-43) [mapeamento cerebral] 
E
Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.” (. 44-45) [impulso cerebral]
Texto Associado Texto Associado
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos. Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas? A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo, segurança e status social. 

 
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto que quase ninguém ainda possui. Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas. O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa. O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano. No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição. 

DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
A ideia a que a expressão destacada se refere está explicitada adequadamente entre colchetes em:
A
“relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta interesse em profissionais da área” (. 5-8) [experiências de realidade virtual]
B
“tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos” (. 8-9) [inteligência artificial]
C
“a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada” (. 27-28) [segurança]
D
“O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina” (. 40-43) [mapeamento cerebral] 
E
"Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.” (. 44-45) [impulso cerebral]
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