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Aos 45 anos, o chinês Jia Zhang-Ke pode ser considerado um dos principais cineastas do mundo. Sua idade permitiu a ele testemunhar a transição histórica pela qual a China passou depois de 1976, com a morte de Mao Tse-Tung, o fim da Revolução Cultural e a subida ao poder de Deng Xiaoping, que em poucos anos abriu o país à economia de mercado. Os filmes de Jia são cada vez mais vistos no exterior, uma vez que exibem importância estética e oferecem um olhar sobre uma realidade pouco conhecida aos olhos do mundo.

“Vemos cidades que estão sendo demolidas, memórias que estão sendo apagadas, uma população flutuante que viaja ao sabor das oportunidades econômicas, e Jia quer investigar qual é o efeito dessa transformação no indivíduo”, descreve a pesquisadora Cecília Mello. “Na história do cinema, em geral os momentos de pico de criatividade vêm junto com as transformações histórico-sociais. No mundo todo, hoje, o diretor em que isso aparece de modo mais forte e relevante é Jia.”
Adaptado de: revistapesquisa.fapesp.br/2015/10/14/05-olhos-da-china
Uma redação alternativa a partir de um segmento do texto, em que se mantêm a correção e a lógica, está em:
 
A
Vê-se cidades sendo demolidas, memórias sendo apagadas, uma população flutuante viajando de acordo com as oportunidades econômicas.
B
É comum que, na história do cinema, grande parte dos momentos de pico de criatividade acompanhe transformações históricas.
C
De acordo com a pesquisadora Cecília Mello, devem haver transformações causadas ao indivíduo que interessam a Jia investigar.
D
Ainda que tenha apenas 45 anos, não exagera quem, ao avaliar o cineasta chinês Jia Zhang-Ke, exalta-lhe como um dos maiores do mundo.
E
O jovem Jia Zhang-Ke, testemunhou fatos históricos como a morte de Mao Tse-Tung, o fim da Revolução Cultural e a ascensão de Deng Xiaoping ao poder.
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Língua Portuguesa

O processo impregnado de complexidade, ao qual se sobrepõem ideias de avanço ou expansão intensamente ideologizadas, e que convencionamos chamar pelo nome de progresso, tem, dentre outros, um atributo característico: tornar a organização da vida cada vez mais tortuosa, ao invés de simplificá-la. Progredir é, em certos casos, sinônimo de complicar. Os aparelhos, os sinais, as linguagens e os sons gradativamente incorporados à vida consomem a atenção, os gestos, a capacidade de entender. Além disso, do manual de instruções de um aparelho eletrônico à numeração das linhas de ônibus, passandopelo desenho das vias urbanas, pelos impostos escorchantes e pelas regras que somos obrigados a obedecer – inclusive nos atos mais simples, como o de andar a pé −, há uma evidente arbitrariedade, às vezes melíflua, às vezes violenta, que se insinua no cotidiano. 

Não há espaço melhor para averiguarmos as informações acima do que os principais centros urbanos. Na opinião do geógrafo Milton Santos, um marxista romântico, “a cidade é o lugar em que o mundo se move mais; e os homens também. A co-presença ensina aos homens a diferença. Por isso, a cidade é o lugar da educação e da reeducação. Quanto maior a cidade, mais numeroso e significativo o movimento, mais vasta e densa
a co-presença e também maiores as lições de aprendizado”. 

Essa linha de pensamento, contudo, não é seguida por nós, os realistas, entre os quais se inclui o narrador de O silenceiro, escrito pelo argentino Antonio di Benedetto. Para nós, o progresso transformou as cidades em confusas aglomerações, nas quais a opressão viceja. O narrador-personagem do romance de Di Benedetto anseia desesperadamente pelo silêncio. Os barulhos, elementos inextricáveis da cidade, intrometem-se no
cotidiano desse homem, ganhando existência própria. E a própria espera do barulho, sua antevisão, a certeza de que ele se repetirá, despedaça o narrador. À medida que o barulho deixa de ser exceção para se tornar a norma irrevogável, fracassam todas as soluções possíveis.

A cidade conspira contra o homem. As derivações da tecnologia fugiram, há muito, do nosso controle.
Adaptado de: GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia. Campinas, Vide Editorial, 2015, p. 121-125.
Atente para as afirmações abaixo.
I. A vírgula colocada imediatamente após o travessão (1o parágrafo) pode ser suprimida, sem prejuízo da correção e do sentido.
II. Sem prejuízo da correção, o segmento nas quais (3o parágrafo) pode ser substituído por “em que”.
III. A crase é facultativa no segmento do manual de instruções de um aparelho eletrônico à numeração das linhas de ônibus. (1o parágrafo).

Está correto o que consta APENAS em
A
III.
B
I e III.
C
I e II.
D
II e III.
E
II.
Texto Associado Texto Associado
Língua Portuguesa

O processo impregnado de complexidade, ao qual se sobrepõem ideias de avanço ou expansão intensamente ideologizadas, e que convencionamos chamar pelo nome de progresso, tem, dentre outros, um atributo característico: tornar a organização da vida cada vez mais tortuosa, ao invés de simplificá-la. Progredir é, em certos casos, sinônimo de complicar. Os aparelhos, os sinais, as linguagens e os sons gradativamente incorporados à vida consomem a atenção, os gestos, a capacidade de entender. Além disso, do manual de instruções de um aparelho eletrônico à numeração das linhas de ônibus, passandopelo desenho das vias urbanas, pelos impostos escorchantes e pelas regras que somos obrigados a obedecer – inclusive nos atos mais simples, como o de andar a pé −, há uma evidente arbitrariedade, às vezes melíflua, às vezes violenta, que se insinua no cotidiano. 

Não há espaço melhor para averiguarmos as informações acima do que os principais centros urbanos. Na opinião do geógrafo Milton Santos, um marxista romântico, “a cidade é o lugar em que o mundo se move mais; e os homens também. A co-presença ensina aos homens a diferença. Por isso, a cidade é o lugar da educação e da reeducação. Quanto maior a cidade, mais numeroso e significativo o movimento, mais vasta e densa
a co-presença e também maiores as lições de aprendizado”. 

Essa linha de pensamento, contudo, não é seguida por nós, os realistas, entre os quais se inclui o narrador de O silenceiro, escrito pelo argentino Antonio di Benedetto. Para nós, o progresso transformou as cidades em confusas aglomerações, nas quais a opressão viceja. O narrador-personagem do romance de Di Benedetto anseia desesperadamente pelo silêncio. Os barulhos, elementos inextricáveis da cidade, intrometem-se no
cotidiano desse homem, ganhando existência própria. E a própria espera do barulho, sua antevisão, a certeza de que ele se repetirá, despedaça o narrador. À medida que o barulho deixa de ser exceção para se tornar a norma irrevogável, fracassam todas as soluções possíveis.

A cidade conspira contra o homem. As derivações da tecnologia fugiram, há muito, do nosso controle.
Adaptado de: GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia. Campinas, Vide Editorial, 2015, p. 121-125.
Traduz-se corretamente um segmento do texto em:
A
elementos inextricáveis da cidade − atributos citadinos convenientes
B
a opressão viceja − a angústia desenvolve-se copiosamente
C
uma evidente arbitrariedade (...) melíflua − um capricho maléfico irrefutável
D
impostos escorchantes − pecúlios exorbitantes
E
processo impregnado de complexidade − ação notoriamente compreensível
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O biorregionalismo como alternativa ecológica 

O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a exploração predatória da natureza e a competição; em política, a centralização e a hierarquização; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformização dos costumes, o consumismo e o individualismo. Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas. Hoje está se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o “biorregionalismo”. A biorregião se circunscreve numa área, normalmente, definida pelos rios e pelo maciço de montanhas. Possui certo tipo de vegetação, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local própria, com seus hábitos e tradições. A tarefa básica do biorregionalismo é fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa fazê-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de água, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estações, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentação, bens e serviços para nós e para toda a comunidade de vida. É na biorregião que a sustentabilidade se faz real e não retórica a serviço do marketing; pode se transformar num processo dinâmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em níveis razoáveis a pobreza. Mesmo sendo a comunidade local a unidade básica, isso não invalida a importância das unidades sistêmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do “glocal” nos ajuda a articular essas diferentes dimensões. Sempre é necessário informar-se sobre as experiências de outras regiões e sobre como está o estado geral do planeta Terra. O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distâncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitárias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora não exclusivamente, de empresas familiares. O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo de “viver melhor”, de acordo com a ética da acumulação ilimitada, para dar lugar ao “bem viver e conviver”, segundo a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade.
Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponível em: www.folhadoestado.
com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_
ecologica. Acesso em: 07.12.2015
A expressão sublinhada pode ser corretamente substituída, com o sentido preservado, em linhas gerais, e sem qualquer outra alteração no enunciado, pela expressão entre parênteses em:
A
Esse paradigma subjaz, em grande parte, à atual crise da Terra... (está superposto) − 2o parágrafo.
B
A biorregião se circunscreve numa área... (se limita a uma) − 3o parágrafo.
C
... uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual... (predisposta) − 3o parágrafo.
D
... a ética da suficiência, que implica o bem-estar para toda a comunidade. (comprometida à) − 8o parágrafo.
E
O biorregionalismo permite, assim, deixar para trás o objetivo... (suplantar do) − 8o parágrafo.
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Prova: Agente de Fiscalização - Conhecimentos Básicos
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A passagem do texto 1 em que o termo sublinhado tem uma forma equivalente corretamente indicada é:
A
“Nunca, no entanto, como argumento para combater a adequação da legislação...” / no entretanto;
B
Assim como os presídios, os centros não regeneram”. / Desse modo;
C
“...reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos:...” / em relação a;
D
“...superpopulação, maus-tratos, desprezo por ações de educação, ...” / em função de;
E
“Muitos são, de fato, e também a exemplo das carceragens para adultos...” / na verdade.
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Prova: Agente de Fiscalização - Conhecimentos Básicos
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“Assim como os presídios, os centros não regeneram”; a forma de reescrever-se esse período do texto 1 que mostra uma possibilidade de mudança de sentido é:
A
os centros não regeneram, assim como os presídios;
B
os centros, assim como os presídios, não regeneram;
C
os presídios, tais quais os centros, não regeneram;
D
os centros não regeneram tanto quanto os presídios;
E
tanto os presídios quanto os centros não regeneram.
Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCM-SP Prova: Agente de Fiscalização - Conhecimentos Básicos
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A substituição do termo destacado por um adjetivo é INADEQUADA em:
A
“internação de menores” / internação juvenil;
B
“peças de ficção” / peças fictícias;
C
“mundo da criminalidade” / mundo criminal;
D
“adequação da legislação” / adequação legislativa;
E
“condições dos presídios” / condições presidiárias. 
Ano: 2014 Banca: FUMARC Órgão: AL-MG Prova: Analista de Sistemas - Conhecimentos Básicos
Todos têm o direito de requerer e obter informação sobre projeto do Poder Público. Essa informação vai ser prestada no prazo da lei. Isso é válido desde que o sigilo da informação não seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.

Assinale a alternativa em que as informações acima, constantes no § 5o do art. 4o da Constituição do Estado de Minas Gerais, tenham sido CORRETAMENTE reunidas num único período.
A
Todos têm o direito a requerer e obter informações sobre projeto do Poder Público a ser prestada no prazo de lei, ressalvando-se aquela que o sigilo for imprescindível para a segurança da sociedade e do Estado.
B
Todos têm direito de requerer e obter informação sobre projeto do Poder Público, a ser prestada no prazo da lei, desde que o sigilo desta seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
C
Todos têm o direito de requerer e obter informação sobre projeto do Poder Público, a qual será prestada no prazo da lei, ressalvada aquela cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
D
Todos têm direito a requererem e obterem informação sobre projeto do Poder Público, o qual a prestará no prazo legal, excetuada aquela de cujo sigilo seja imprescindível a segurança da sociedade e do Estado.
Ano: 2014 Banca: FUMARC Órgão: AL-MG Prova: Analista de Sistemas - Conhecimentos Básicos
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Assinale a alternativa em que a alteração na pontuação do trecho transcrito entre parênteses NÃO implique erro ou mudança de sentido.
A
Há alguns anos, é colunista da Folha que o publica duas vezes por semana.
(Há alguns anos é colunista da Folha, que o publica duas vezes por semana. – 1o §).
B
Tostão (o que foi jogador de futebol) abandonou a carreira por causa de problemas em seu olho, fruto de uma bolada.
(Tostão, o que foi jogador de futebol, abandonou a carreira por causa de problemas em seu olho, fruto de uma bolada. – 1o §).
C
Na coluna de 13/10/2013, afirma, sobre si mesmo, que é um colunista, que foi jogador; não um jogador, que se tornou colunista...
(Na coluna de 13/10/2013, afirma sobre si mesmo que é um colunista que foi jogador, não um jogador que se tornou colunista. – 2o §).
D
E se queixa de que tem gente, que não entende.
(E se queixa de que tem gente que não entende... – 2o §).
Ano: 2014 Banca: FUMARC Órgão: AL-MG Prova: Analista de Sistemas - Conhecimentos Básicos
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Assinale a alternativa em que a reformulação do trecho transcrito entre parênteses implique erro ou mudança de sentido.
A
Dito de outro modo: praticamente nada é inventado quando, aparentemente, recorre--se a formas novas de falar.
(Ou seja, praticamente não se inventa nada quando parece que se “criam” novas formas de falar. – 13o §).
B
Ou seja: a supressão da preposição verifica-se tão somente nas relativas. Trata-se de uma regra sofisticada!
(Ou seja: a queda da preposição só ocorre nas relativas. É uma regra sofisticada! – 4o §).
C
Indubitavelmente, Tostão é uma boa fonte para o português culto contemporâneo.
(Sem dúvida, Tostão é uma boa fonte para o português culto de hoje. – 4o §).
D
Contudo, esqueceu-se de que se trata de um idiomatismo.
(Mas esqueceu que se trata de um idiomatismo. – 3o §).
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